Nesta sexta-feira, a Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel) proibiu a TIM de vender o pacote promocional “Infinity Day”.
A suspensão é a segunda aplicada à companhia neste ano – que durante o
mês de agosto ficou impedida de vender chips em diversos estados
brasileiros.
De acordo com nota publicada no Diário Oficial da União, a Anatel considera
que promoção pode trazer prejuízo à qualidade da prestação do serviço
aos usuários da TIM. O pacote oferecido pela companhia permite ao
usuário fazer quantas chamadas locais desejar para celulares da rede da
TIM ao preço de 0,50 centavos ao dia, com duração ilimitada.
A TIM
contestou a proibição da Anatel e afirmou, em comunicado, que a
promoção está em linha com as estratégias da empresa e que no Plano de
Melhoria aprovado pela Anatel, em agosto, já previa o desenvolvimento
desta ação promocional. “A suspensão deliberada pela Anatel não levou em
conta alguns fatores”, disse a companhia, em nota.
Veja, a seguir, quatro argumentos da TIM que contestam a suspensão da Anatel:
Não existe instabilidade
Segundo a Anatel uma das razões para a proibição da venda do plano está
atrelada a uma possível instabilidade na rede de suporte ao SMP
(Serviço Móvel Pessoal). Já a TIM afirma que “não existe qualquer
potencial de instabilidade da rede em sua oferta, sendo a capacidade de
rede nas 18 áreas selecionadas superior no mínimo em 30% ao tráfego
projetado”.
Produto testado
De acordo com a companhia, o plano “Infinity Day” foi testado
anteriormente no estado do Rio Grande do Sul com preço menor e não houve
nenhuma instabilidade na rede.
Promoções semelhantes na concorrência
A TIM também alega que outras operadoras de telefonia móvel já oferecem promoções
muito mais agressivas que a "Infinity Day". “Elas, no entanto,
continuam sua comercialização normalmente, sem que nenhuma suspensão
tenha ocorrido para a avaliação de potencial impacto na rede”.
Aviso prévio
Ainda segunda a companhia, a promoção foi comunicada dois dias antes em
veículos de larga circulação, conforme regulamentação em vigor. “Além
disso, detalhadas evidências técnicas e mercadológicas foram
protocoladas na Anatel”.
Fonte: Revista Exame

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