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sexta-feira, 17 de maio de 2013

UM ABSURDO !!! Prática homossexual ainda é crime em 78 países; cinco deles aplicam pena de morte



A maioria dos países listados fica na África, seguidos por Ásia e América Central. A prática é legal em toda a Europa e América do Norte, e na América do Sul apenas a Guiana criminaliza a homossexualidade. Já as leis do Iraque e da Índia são classificadas como "incertas" ou "indefinidas" pela entidade. 
Pessoas declaradas culpadas por conduta homossexual podem ser condenados à morte em cinco países: Arábia Saudita, Irã, Iêmen, Mauritânia e Sudão --além de regiões da Nigéria e da Somália.
Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), a aplicação da pena de morte na punição de crimes não violentos --incluindo relações sexuais entre adultos do mesmo sexo-- constitui uma violação da lei internacional sobre direitos humanos.

Desde 2000, contudo, as leis que criminalizam atos homossexuais foram revogadas na Armênia, Azerbaijão, Bósnia-Herzegovina, Cabo Verde, Geórgia, Nicarágua e Estados Unidos, por exem
plo, sendo que os casos mais recentes são Panamá (2008), Nepal (2008) e Fiji (2010).
No texto de apresentação do relatório, assinado pelos secretários-gerais Gloria Careaga e Renato Sabbadini, a Ilga afirma que a criminalização representa a prática da homofobia pelo próprio Estado. Tal conceito é defendido por Toni Reis, secretário de educação da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
"Como disse [o líder indiano] Gandhi, uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias. A criminalização é a pior forma de homofobia que existe. Aqui, por exemplo, a gente combate a igreja e defende a laicidade do Estado", disse Reis.
Os secretários da Ilga afirmaram ainda que uma situação particular é observada em países como a Rússia, onde "o Estado não criminaliza as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo [a mudança ocorreu em 1993], mas incentiva a homofobia por meio de leis contra os ativistas LGBT".
Para a entidade, "não é exagero" dizer que o governo russo tem a responsabilidade pelo assassinato brutal do jovem gay Vlad Tornovy, de 23 anos, na semana passada, na cidade de Volgogrado. De acordo com informações da BBC, o jovem teve o crânio esmagado e foi estuprado com uma garrafa de cerveja.

Casamento gay


Permitido atualmente em 14 países, o casamento gay foi autorizado na Dinamarca em 1989 e depois adotado por Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Argentina. Em 2013 também entraram para a lista Uruguai, Nova Zelândia e França.
No Brasil, cartórios de todo o país passaram a ser obrigados a celebrar casamento entre pessoas do mesmo sexo --a regra entrou em vigor ontem (16). Os cartórios também não poderão se recusar a converter união estável homoafetiva em casamento. A medida foi aprovada na terça-feira (14) pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mas ainda cabe contestação no STF (Supremo Tribunal Federal).

Nos Estados Unidos --com Barack Obama como o primeiro presidente a declarar publicamente seu apoio à legalização do casamento gay--, alguns Estados já reconhecem a união gay. A Suprema Corte americana se reuniu em março para discutir mudanças nos direitos dos homossexuais, mas a decisão foi adiada para junho.
PAÍSES QUE AUTORIZARAM O CASAMENTO GAY





quarta-feira, 15 de maio de 2013

Daniela Mercury aceita pedido de casamento pela internet


No meio de rumores de que a relação não estaria bem - por causa de ciúmes -, a cantora Daniela Mercury surpreendeu os fãs ao aceitar, nesta terça-feira, 14, o pedido de casamento feito por sua namorada, a jornalista Malu Verçosa, por meio de redes sociais. Daniela assumiu a relação com Malu no início de abril.
A jornalista aproveitou a aprovação, por parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de uma resolução que obriga os cartórios do País a celebrar o casamento civil de pessoas do mesmo sexo - decisão que ainda pode ser contestada pelo Supremo Tribunal Federal - para fazer o pedido, publicamente, em sua página no Instagram.
"Um dia tão importante como hoje para a história do país, com a decisão do CNJ, aproveito para declarar mais uma vez meu respeito, meu amor e minha admiração por você", escreveu Malu. "Obrigada por me amar tanto e por fazer a minha vida tão espetacular a cada despertar. O casamento civil é muito mais uma afirmação de liberdade e do respeito diante de uma sociedade tão machista e preconceituosa. @danielamercury, quer casar mais mil vezes comigo?"
Em sua página, Daniela publicou uma foto de Malu e aceitou publicamente o pedido. "Sim eu aceito, pois te amo como num filme", escreveu. "Te amo com a força de um rio, de um oceano. Apenas te amo, te amo, te amo!"
Fonte: A TARDE

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Contra a homofobia, ator Jackie Chan também "sai do armário"



O ator Jackie Chan também “saiu do armário”. Bem humorado, o chinês participou de uma ação do grupo GLAAD (Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação, em inglês), que combate o preconceito e promove o respeito à diversidade sexual.

Durante as gravações, o ator teve a ideia de fazer um trocadilho com o termo e, literalmente, sai do armário, sorrindo. Em seguida, o ator diz: "Eu sou Jackie Chan. Eu estou saindo do armário por aqueles que lutam pela igualdade".

Antes da ação de abrir as portas do armário, Jackie diz que "não basta falar sobre aqueles que lutam pela liberdade e pela igualdade”, reforçando que ele “está com essas pessoas e quer que elas lutem”. O ator diz ainda uma frase de duplo sentido. “Acreditem em mim. Eu luto muito", brinca.

Este não é o primeiro artista a participar da campanha. Atores como Jason Alexander, Jamie King, Tamala Jones, Sarah Shahi e Kristen Johnston também participaram de ações do GLAAD.




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Deputado Jean Wyllys diz que 60% dos parlamentares contratam prostitutas


Autor de um projeto de lei que legaliza a prostituição, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que 60% dos homens do Congresso usam os serviços de prostitutas. A declaração foi feita em entrevista ao portal IG, ao avaliar qual seria as chances de sua proposta ser aprovada, uma vez que o tema é tabu para a maioria dos deputados.
“Eu diria que 60% da população masculina do Congresso Nacional faz uso dos serviços das prostitutas, então acho que esses caras vão querer fazer uso desse serviço em ambientes mais seguros”, disse Wyllys. A frase não foi bem recebida por representantes da bancada evangélica, que pretendem trabalhar pelo arquivamento da proposta.
“Se ele [Wyllys] sabe quem faz isso, por uma questão de responsabilidade eu o desafio a dizer os nomes dos deputados que vão aos prostíbulos”, disse o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica.
O projeto de Wyllys prevê que serão considerados profissional do sexo toda pessoa maior de 18 anos e absolutamente capaz que voluntariamente presta serviços sexuais mediante remuneração. Segundo o texto, os profissionais poderão atuar de forma autônoma ou em cooperativa e terão direito a aposentadoria especial com 25 anos de serviço.
O parlamentar também diferencia prostituição de exploração sexual. Segundo o texto proposto, a exploração ficará evidenciada quando ocorrer apropriação total ou maior que “50% do rendimento da atividade sexual por terceiro; pelo não pagamento do serviço sexual prestado voluntariamente; ou por forçar alguém a se prostituir mediante grave ameaça ou violência”.
“É de um moralismo superficial causador de injustiças a negação de direitos aos profissionais cuja existência nunca deixou de ser fomentada pela própria sociedade que a condena”, afirma o deputado, que não foi localizado pela Folha ontem. Proposta similar foi apresentada pelo ex-deputado Fernando Gabeira em 2003.
Após pressão de integrantes de setores conservadores da Casa, ela teve como destino o arquivo.

Fonte: Correio 24 horas

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Casamentos homoafetivos são oportunidade de negócios nos EUA

A crescente aceitação dos casamentos entre homossexuais nos Estados Unidos, legalizados em mais três estados nas últimas eleições gerais, vai representar um "boom" para o milionário negócio de organização de festas no país.
Eleitores em Maryland, Washington e Maine aprovaram diversas iniciativas no último dia 6 de novembro nas quais aceitam o casamento entre homossexuais. Com isso, os serviços dedicados a planejar com detalhe as festas de matrimônio, da escolha dos hotéis aos quitutes, já se preparam para lucrar.
O Instituto Williams da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), informou em seu site que esses três estados poderiam gerar pelo menos US$ 166 milhões nos primeiros três anos em vigor da medida.
De acordo com o texto das iniciativas, os casais homossexuais já vão poder subir ao altar a partir do mês próximo em Washington, e no mês seguinte, janeiro de 2013, em Maryland e no Maine.
Ainda segundo o Instituto Williams, 1.979 casais homossexuais devem se casar no Maine nos primeiros três anos, de um total de 3.958, e a previsão é de que gastem US$ 15,5 milhões.
Em Maryland, o número de casais homossexuais previstos para se casar é de 6.269, de um total de 12.538. Juntos esses casais gastariam US$ 62,6 milhões nesse mesmo período.
Já em Washington, de um total de 19.003 casais do mesmo sexo, a previsão é de que cerca de 9.501 se casariam entre 2013 e 2016 e investiriam em suas festas de união cerca de US$ 88,5 milhões, segundo estimativas do Instituto Williams.A entidade fez suas previsões de acordo com os dados do censo de 2010, com a média das despesas das festas nesses três estados e com os relatórios de turismo estaduais.
Esses números, no entanto, representam somente a metade do total de casais que pensam em se casar nos primeiros três anos em vigor da lei, que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo em Maryland, Washington e Maine, por isso o número poderia facilmente dobrar.
Os cálculos também não levam em conta os cidadãos desses estados que já se inscreveram como "casais domésticos" ou que já realizaram alguma cerimônia de casamento.
Para Lee Badgett, diretor de pesquisas do Instituto Williams, a despesa adicional dos casais homossexuais acarretaria uma longa lista de lucro em potencial: aumento de receita empresarial, geração de empregos, além de um aumento na arrecadação de impostos locais e estaduais.
Segundo o site "www.costofwedding.com", os casais norte-americanos gastam, em média, US$ 25.631 nos seus casamentos, um valor que não contempla o custo da viagem de lua de mel.
A lista de despesas inclui a compra do traje, o aluguel de limusines e salões de recepção, agências de viagens, calçados, floriculturas, papelarias, restaurantes, confeitarias, decoradores, fotógrafos, alfaiatarias e bandas musicais.
Nos EUA, cresce o número dos chamados organizadores de casamento. Mas eles também têm seu preço, dependendo do gosto e do bolso do cliente.
O apoio nas urnas às uniões entre homossexuais é significativo porque, até agora, a maioria da população tinha se mostrado contra autorizá-los quase todas as vezes que o apoio foi submetido à consulta. Por isso, os avanços nessa questão tinham sido por via judicial ou legislativa.
Agora, após a eleição da semana passada, o casamento entre pessoas do mesmo sexo já é legal também em Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, Vermont e no Distrito de Colúmbia, enquanto em outros cinco estados são permitidas uniões civis, mas esse ainda não é um direito reconhecido pelo Governo Federal.
Se apenas a metade dos pouco mais de 781 mil casais homossexuais nos EUA tivesse o direito de contrair matrimônio e o aproveitasse, os casamentos gays fariam a alegria de uma indústria abatida que registraria uma receita adicional de pelo menos US$ 10 bilhões, segundo calculou a revista "Forbes".
O casamento homossexual representa um mercado emergente para uma indústria que durante décadas gerou milhões de dólares entre os casais heterossexuais. 

Fonte: Revista Exame


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Precisa resolver um problema? Finja que ele não é seu

Um amigo seu diz que tem um problema super sério e vem lhe pedir ajuda. Na mesma hora, você encontra uma boa solução para o dilema. Ele agradece aliviado e diz: “Puxa, como é que eu não havia pensado nisso?”. Você concorda em pensamento: a solução era simples. Como é que o cara não pensou nisso antes? Você vai para casa se sentindo o grande solucionador de problemas da humanidade. Na semana seguinte, é você quem se depara com um pepino – e, por mais que tente, não encontra saída.
O paradoxo tem explicação. Os pesquisadores Evan Polman e Kyle Emich, da Universidade de Nova York, fizeram uma série de testes e descobriram que somos mais criativos quando temos de resolver os problemas dos outros. Tudo por causa da chamada distância social.
Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que uma maior distância temporal e física nos ajuda a pensar de forma mais abstrata. Assim, conseguimos solucionar mais facilmente um problema quando nos imaginamos confrontados por ele em um lugar distante e em um tempo futuro. Agora, Polman e Emich descobriram que a distância social pode ter o mesmo benefício psicológico.
O estudo envolveu centenas de estudantes e foi realizado em várias etapas. Na primeira, os participantes tiveram que desenhar alienígenas para histórias que eles mesmos escreveriam e para as histórias dos outros. Os desenhos mais criativos foram aqueles feitos para as tramas alheias. Em outra etapa, os cientistas testaram a distância psicológica. Descobriu-se que é mais fácil ter ideias para completos desconhecidos do que para pessoas que têm alguma coisa em comum com você (a mesma data de nascimento, por exemplo).
Depois, o pessoal teve que resolver um desafio hipotético de escapar de uma torre. Os voluntários que imaginaram a si mesmos na situação tiveram 48% de sucesso. Quando pensavam que o problema era com os outros, a porcentagem chegou a 66%. E as soluções criadas também foram mais criativas nesse caso.
A descoberta da eficiência da distância psicológica foi comemorada. “Saber disso é valioso não apenas para os pesquisadores em psicologia social, tomada de decisão, marketing e gestão, mas também deve ser de interesse considerável para os negociadores, gerentes, designers de produto, marketing e anunciantes, entre muitos outros”, disseram eles.
Então, fica a dica: se você está tendo dificuldade para resolver um problema, faça de conta que ele pertence a outra pessoa. Isso poderá ajudá-lo a pensar em soluções que não viriam de outro modo.

sábado, 27 de outubro de 2012

Homem que lava louça é mais feliz, diz pesquisa. SERÁ?

São Paulo - Está na hora de ser um homem mais moderno, meus caros. Lavar a louça, passar a própria camisa e arrumar a cama antes de ouvir as reclamações da esposa ou da namorada. E, segundo um estudo divulgado pela Universidade Umeå, na Suécia, tudo isso ajudará (e muito) a sua saúde.
Após acompanhar de perto a vida de 723 pessoas ao longo de 26 anos, o estudo concluiu que aqueles que não dividiam os afazeres domésticos com a parceira tinham maiores problemas de saúde. Ansiedade, nervosismo e problemas de concentração eram alguns dos transtornos comuns aos, digamos, “preguiçosos”.
Por outro lado, aqueles que topavam fazer metade dos serviços, se apresentavam mais tranquilos e felizes. Na outra ponta, as mulheres que não contam com a ajuda masculina se tornam mais vulneráveis às doenças.
As complicações, afirma o estudo, acontecem por conta dos papéis assumidos por cada gênero dentro do relacionamento. A solução para que a vida em casal se saia melhor é conversar e eliminar essas barreiras. Então já sabe: a solução é botar a barriga para ralar na beira da pia!

FONTE: REVISTA EXAME

sábado, 22 de setembro de 2012

Cientistas descobrem padrão por trás da conexão entre os neurônios



O cérebro é formado por uma enorme rede de fios muito finos, entrelaçados como um espaguete, tecida por bilhões de células nervosas – os neurônios. A tarefa do neurônio é conduzir as mensagens dentro do cérebro e do sistema nervoso e, para isso, ele realiza ligações por meio de um tentáculo (chamado de axônio) com até 20 mil outros neurônios. Essas ligações são as sinapses.
Há tempos, a neurociência tenta fazer um mapa dessas sinapses para tentar entender melhor como a informação flui no cérebro. Mas, como você pode imaginar, não é tarefa fácil. Para conseguir isso, os cientistas precisavam primeiro descobrir se havia uma regra geral que fosse capaz de prever como os neurônios se conectam uns aos outros. Descobrindo essa regra, torna-se possível prever as ligações de praticamente todos os outros.
O Blue Brain Project (ou BBP), um projeto fundado em 2005 pelo Instituto Cérebro e Mente da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, fez progresso nesse sentido. Em um artigo publicado esta semana na PNAS, os cientistas do grupo explicam que conseguiram identificar princípios fundamentais para conseguir criar um mapa de conectividade das sinapses.
Para isso, eles reconstruíram virtualmente um microcircuito cortical e o compararam com o circuito cerebral real de mamíferos. Cada neurônio no circuito foi reconstruído em um modelo 3D em um supercomputador. Cerca de 10.000 neurônios virtuais foram acondicionados em posições aleatórias, respeitando a variedade de tipos encontrados no tecido vivo correspondente.
Henry Markram, diretor do BBP, explica tudo no vídeo abaixo (em inglês). Ali, ele conta que um dos grandes objetivos do grupo era descobrir se os neurônios cresciam de forma independente e se conectavam aos que estivessem no caminho, ou se cada um era especificamente orientado por sinais químicos para encontrar os seus pares certos.
A descoberta veio com o modelo virtual que eles criaram (e que tem uma precisão de 75 a 95% quando comparado com um cérebro real): “Basicamente, eles crescem fisicamente independentes e formam sinapses nos locais onde se aleatoriamente colidem uns com os outros”, explica. Ou seja, a realidade é mais simples do que eles imaginavam.
Mas o interessante é que eles descobriram também que eliminar ou mudar a posição de certos neurônios não altera a localização das sinapses. “Podemos variar densidade, posição, orientação dos neurônios e nada disso mudou a distribuição das posições das sinapses”, afirmou o neurocientista computacional e autor principal do estudo, Sean Hill. Isso explica por que o cérebro pode resistir a danos e indica que o mapa obtido é semelhante para todo mundo.
Assim, ao analisar os dados obtidos, a equipe da Blue Brain pode agora fazer uma previsão quase perfeita dos locais de todas as sinapses que se formam dentro do circuito cerebral, o que ajudará muito na construção de modelos detalhados do sistema nervoso no futuro.
Fonte: Super Interessante

Excluir ex do Facebook ajuda a superar o término


Quando o namoro acaba dá uma vontadezinha de deletar o ex da lista de amigos do Facebook. Mas aí parece tão infantil que a ideia fica de lado. É, pode até não ser a atitude mais madurado mundo, mas é um bom jeito de remendar seu coração partido.
É o que indica a pesquisa de Tara Marshall, psicóloga da Universidade de Brunel, na Inglaterra. Ela pediu a 464 voluntários (maioria feminina e universitária) para avaliar a relação entre o uso do Facebook e a recuperação pós-namoro. Além de responder perguntas como “com que frequência você olha a página do seu ex” e “com que frequência você confere a lista de amigos dele (a)?”, eles também classificaram os níveis de desejo sexual e sentimentos ruins, como raiva, decepção e ódio, pelo ex.
Como era de se esperar, os participantes que fuçavam muito na página do ex levavam mais tempo para curar a dor de amor. Mas quem o excluía logo de cara do Facebook relatava menos sentimentos ruins e menos desejo sexual. Ainda assim essas pessoas mostravam umcrescimento pessoal tão ruim quanto o dos stalkers. Afinal, o término traz tristezas de todo jeito, mesmo para quem supera rápido o fim.
Mas em alguns poucos casos manter a assinatura da atualização de status do ex fez bem. Ler as postagens dele(a) pode acabar de vez com aquele restinho de vontade de reatar o relacionamento. Mas, imagino eu, isso deve acontecer quando passa aquela cegueira da paixão, aí você pensa: “quanta bobeira, que babaca. Sério mesmo que eu gostava dele?”.
De qualquer forma, fica a lição: quem exclui o ex das redes sociais e corta o contato na vida offline e online supera mais rápido o fim do namoro. Pode deletar sem medo. (E nem precisava de uma pesquisa pra concluir isso, vai…)
Fonte: Super Interessante

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

5 atitudes para aguentar a pressão no trabalho


 Encarar a pressão no trabalho, que fica ainda mais latente nos últimos meses do ano, não é fácil. Metas, prazos apertadíssimos e cobrança por resultados costumam a assombrar empresas e profissionais, principalmente nesta época.

 “No último quadrimestre, por conta das metas que precisam ser batidas e resultados entregues, o negócio começa a apertar”, diz Caio Infante, diretor de relacionamento e negócios da Felipelli. 

 Patrícia Zamberlan, sócia da Search, diz que, apesar de a pressão rolar durante todo o ano, há, realmente, uma pressa maior por parte das empresas em atingir os resultados agora. “Não é uma característica apenas deste período, mas do 2º semestre em diante a cobrança é maior”, diz.

 Mesmo sendo uma realidade, é fato que nem todo profissional consegue lidar bem com a pressão. Na opinião de Patrícia, pessoas menos experientes estão mais propensas a “entrarem em parafuso” quando o ambiente de cobrança começa a pesar.

 “Depende muito de cada profissional, mas pessoas mais experientes, que têm domínio da sua área de atuação, conseguem administrar melhor o tempo e se planejar melhor para suportar isso”, diz Patrícia.

 De acordo com os especialistas, quem está se sentindo no olho do furacão pode adotar algumas estratégias para tentar lidar de uma forma mais saudável com a pressão.

 Isso porque, sim, a cobrança continua, os prazos vão expirar e a tendência, infelizmente, é de mais pressão vindo por aí. Portanto, confira as dicas dos especialistas consultados por EXAME.com para se organizar e dar conta do recado :


1 Seja transparente

 Ficar em silêncio não vai ajudar. O ideal é chamar o gestor da área para uma reunião e expor os motivos que o estão levando a se sentir sobrecarregado. No entanto, certifique-se de que, de fato, o que está sendo pedido está além da sua capacidade.
“Nessa época é melhor ser transparente e buscar ajuda. É melhor dizer ‘não sei fazer’ do que continuar nessa situação de pressão”, diz Infante.

Ajustar a metas com o gestor é algo que deve ser feito durante todo o ano, na opinião dos especialistas. É o que eles chamam de alinhamento. Manter conversas frequentes com o chefe ou com a equipe pode evitar que você ganhe muitos fios de cabelo branco nesta época do ano. “Seria importante para não deixar chegar nesse ponto, ir ajustando as metas pouco a pouco”, diz Infante.
Do ponto de vista do gestor, a transparência também é essencial. “É importante compartilhar a realidade com a equipe porque a cobrança vai recair sobre ele e consequentemente vai afetar toda a área”, diz Infante.

2  Defina prioridades e negocie prazos

 Tudo é para ontem e tudo é prioridade. Só de pensar nisso o estômago embrulha. Afinal a pilha de papéis na mesa só aumenta e para dar conta de tudo seriam necessários super poderes.

 É hora de negociar prazos. Aproveite a reunião de alinhamento com o gestor para definir o que é prioritário e quais prazos podem ser estendidos.

 Patrícia lembra que esta é uma atitude bem rara, principalmente no que diz respeito aos profissionais mais jovens, menos experientes. “É comum as pessoas simplesmente irem aceitando todos os prazos impostos sem negociar e assim vão se sobrecarregando”, diz.

3 Faça um cronograma

 Com metas e prazos definidos, monte um cronograma. Para conseguir gerenciar uma avalanche de informações, cumprir prazos e bater metas, a regra de ouro é a organização. “Com planejamento a pessoa consegue se tornar mais produtiva e atingir as metas”, diz Patrícia.

4 Converse com os outros


Saber as estratégias de outras pessoas para lidar com a pressão pode ser útil, dizem os especialistas. “Buscar uma referência externa é importante. Tente perguntar como ela fazia quando se via em uma situação semelhante”, diz Infante.

 Patrícia concorda. “Conversar com pessoas mais experientes pode ajudar principalmente quem é mais jovem”, diz a sócia da Search.

5 Desligue-se quando puder

 Encaixe momentos prazerosos na sua rotina e não pense em trabalho enquanto isso. “Saber desligar, aproveitar o tempo em que está com a família e os amigos ajuda a manter o equilíbrio”, diz Infante.

 “Buscar atividades interessantes fora do trabalho ajuda a extravasar o estresse”, lembra Patrícia. Esporte, estudo, atividade artística: vale qualquer atividade, desde que você se divirta.

Fonte: EXAME


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Após o crescimento do Facebook, o Orkut virou um Frankenstein

De uns tempos para cá, o Google Brasil começou a integrar o Orkut com o Google+, mudando a interface da sua antiga rede social. A questão é: por quê?
O processo começou com a fusão de perfis, no fim de maio. Isso permitiu que a foto e o nome de usuário exibidos nas duas redes fosse o mesmo, além de levar todos os posts públicos feitos no Google+ para o Orkut. A mudança prosseguiu com a exibição da foto de capa e com a publicação de álbuns de fotos públicos do Google+ no Orkut, no fim de julho. Depois, acrescentaram uma barra do Google+ dentro do Orkut. E, no início de agosto, o Orkut passou a exibir uma caixa indicando conteúdo interessante do Google+.
O motivo mais óbvio desse movimento é o declínio do Orkut, cada vez maior. Tudo isso ajuda os usuários a migrarem para o Google+. O Facebook conseguiu firmar-se como a principal rede social do país e a ideia é tentar frear o êxodo na sua direção (ou pelo menos garantir que as pessoas também entrem no novo serviço do Google se resolverem sair). Os novos recursos são, em parte, propagandas disfarçadas. Claro que facilitam a vida de quem quer usar as duas redes, mas quem, de fato, faz isso? Pouquíssimas pessoas.
Então por que o Google não fecha o Orkut de uma vez e migra todas as contas para o Google+? Porque isso seria péssimo financeiramente. A empresa ainda ganha dinheiro com espaços publicitários no Orkut e não pode simplesmente desistir deles. As quantias provavelmente têm diminuído, mas deve haver um limite mínimo que ainda não foi atingido. Quando o Orkut tornar-se um grande prejuízo, não vai adiantar chorar. Como muitos produtos, ele será encerrado. Por onde andará Danilo Miedi?

Fonte: EXAME

sábado, 25 de agosto de 2012

Como funciona o cérebro dos acumuladores

Há um reality show bastante comentado nos últimos meses que fala sobre acumuladores – ou pessoas que entopem sua casa com objetos de que não precisam, como jornais velhos e lixo, ou até animais. Muitos de nós somos meio bagunceiros (é só dar uma olhada na mesa de qualquer um aqui na redação da SUPER, por exemplo), mas o pessoal desse programa leva a coisa para outro patamar, comprometendo até a sua própria saúde e higiene, às vezes.
O pesquisador David Tolin, da Escola de Medicina da Universidade de Yale, quis descobrir o que acontece no cérebro desses acumuladores usando imagens obtidas com ressonância magnética funcional (fMRI, na sigla em inglês). Nesse trabalho, ele e sua equipe definiram o problema, chamado de acumulação compulsiva ou disposofobia, como “a aquisição excessiva e a incapacidade de descartar objetos, resultando em uma desordem debilitante”.
O método
O estudo, publicado este mês no Archives of General Psychiatry, analisou o cérebro de 43 adultos já diagnosticados com esse problema, outros 31 com transtorno obsessivo-compulsivo (o famoso TOC) e 33 saudáveis.
Cada um deles teve de levar uma pilha de papéis diversos de sua casa, como jornais e correspondências velhas. Os próprios pesquisadores também fizeram isso. Um grupo de 50 itens pertencentes a cada voluntário e outro de 50 levados pelos pesquisadores foram escaneados e projetados para os voluntários dentro da máquina de ressonância magnética.
Eles foram expostos a esses dois grupos e tiveram de decidir, pressionando um botão, se queriam guardar para si os tens exibidos ou se eles poderiam ser jogados fora. Depois (e em uma sessão mais curta de treinamento antes do experimento), os itens descartados foram rasgados na sua frente, para assegurar de que eles sabiam que suas decisões teriam uma consequência real e imediata.
Os resultados
As pessoas saudáveis escolheram descartar uma média de 40 dos 50 itens que haviam levado. As que tinham transtorno obsessivo-compulsivo jogaram fora cerca de 37 itens. Mas os acumuladores só descartaram cerca de 29 desses 50. Estes também levaram mais tempopara tomar a decisão (2,8 segundos contra 2,3 dos saudáveis) sobre o que fazer com suas coisas e  mostraram bem mais ansiedade, indecisão e tristeza do que os outros dois grupos ao fazer isso.
E tem mais: os exames de ressonância magnética mostraram que os acumuladores tinham diferenças importantes no cérebro, tanto no córtex cingulado anterior, associado com erros em certas condições, quanto na ínsula anterior, ligada à avaliação de riscos, importância de estímulos e decisões emocionais.
Embora os acumuladores mostrassem atividade mais baixa na atividade cerebral dessas regiões enquanto decidiam o que fazer com os itens de outras pessoas, a coisa se invertia quando se tratava de seus próprios pertences. Nesse caso, a atividade subia para níveis muito mais elevados em comparação com os outros grupos, o que, de acordo com os pesquisadores, “pode ​​dificultar o processo de tomada de decisões, levando a uma maior sensação de incerteza do resultado”.
Assim, a conclusão foi a que os acumuladores não necessariamente precisam manter o que têm porque amam aqueles objetos. Na verdade, eles apenas evitam decidir o que fazer por causa do medo extremo de tomar a decisão errada jogando essas coisas fora (por acharem que poderão precisar delas mais tarde, talvez).

Fonte: Revista Super Interessante 

domingo, 19 de agosto de 2012

Salvador promove várias atividades LGBT em setembro

Com uma programação voltada para o combate à homofobia, Salvador vai sediar durante os dias 1º a 9 de setembro a I Semana da Diversidade. A programação conta com palestras, seminários, exposições e uma feira de diversidade e negócios, no Centro de Convenções, em Salvador. Além da XI Parada Gay, realizadas em cinco locais da capital baiana: Biblioteca dos Barris, Beco dos Artistas (Garcia), Thermas Planetário (Tororó), Campo Grande e Centro Histórico.

Os eventos, coordenados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), têm apoio do Governo do Estado. Para o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, este ano buscou-se desviar o foco da Parada Gay para a Semana da Diversidade Cultural, tornando a Parada uma atividade que é antecipada por atividades de militância LGBT.
"Nosso objetivo é discutir assuntos relacionados ao movimento. Alertar a população sobre a homofobia, informar os homossexuais sobre doenças sexualmente transmissíveis. Além de mostrar para o empresariado que há grandes oportunidades de negócios voltados para o público LGBT", afirma Cerqueira.

Entre os objetivos da I Semana da Diversidade está transformar o evento em um produto turístico de combate à sazonalidade do setor.
Dados da Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes (Abrat GLS), apontam que o público LGBT possui um perfil muito bom para os destinos turísticos, reúne requisitos como dupla renda e não tem filhos; rendimentos acima da média da população; são pessoas bem informadas e exigentes; consomem mais lazer, cultura, viagens, moda e design e buscam qualidade e excelência no atendimento.

Fonte: Jornal A tarde.

A expectiva destrói os sonhos? Leia como a expectativa pode influenciar o seu comportamento (para o bem e para o mal)

Está aí uma pesquisa que explica muita coisa. De amuletos que supostamente dão sorte até situações em que você diz “isso não vai terminar bem” e realmente acaba se envolvendo em problemas. Trata-se, meus caros, do poder da sugestão.
Em um artigo publicado na edição de junho do periódico Current Directions in Psychological Science, psicólogos das Universidades Victoria de Wellington, Harvard e Plymouth exploraram a relação entre cognição, comportamento e sugestão. Eles já estudavam essa relação há anos em suas carreiras de pesquisadores e chegaram à conclusão de que “os efeitos da sugestão são maiores e geralmente mais surpreendentes do que muitas pessoas podem imaginar”, como definiu Maryanne Garry, da Universidade de Wellington, Nova Zelândia, ao Medical Xpress.
Segundo eles, isso pode influenciar, por exemplo, o desempenho das pessoas em tarefas que envolvem aprendizado e memória, os produtos que preferem consumir e como responderão a medicamentos e tratamentos.
Mas o mais interessante é como esse efeito pode ser observado em nossa vida diária. Isso está no que eles chamam de “expectativa de resposta”, ou a maneira como antecipamos as nossas respostas em várias situações. Essas expectativas nos preparam – ou programam – para respostas automáticas que vão nos influenciar para conseguir o resultado que esperamos. Para entender melhor: uma vez que antecipamos um resultado específico, nossos pensamentos e ações vão nos ajudar a realizá-lo.
Em termos práticos: se uma pessoa tímida acredita que uma taça de vinho vai ajudá-la a ficar mais desinibida e conhecer mais pessoas em uma festa, isso provavelmente vai ajudá-la e ela vai se sentir livre para se envolver em mais conversas. Mesmo que dê o crédito para o álcool, porém, está claro para os pesquisadores que foram as suas expectativas de como o vinho a faria se sentir que fizeram o maior papel. Outro exemplo: um amigo diz, do nada, que você está meio esquisito e pergunta se há algum problema. De fato não havia nenhum, mas, depois dessa pergunta, você fica encanado e começa realmente a agir estranho, sem saber o porquê.
Sim, o poder da sugestão também pode tem seu lado ruim. E isso é especialmente grave na pesquisa científica. Para os autores, simplesmente observar uma pessoa em um experimento já tem efeito sobre ela e pode afetar os resultados – fazendo com que se dê o crédito para alguma droga ou tratamento que se está pesquisando e não para o efeito sugestivo da pesquisa em si, por exemplo. É por isso que pesquisadores precisam tomar o máximo cuidado ao comunicar suas intenções para os voluntários, já que a mera expectativa comunicada pode influenciar as respostas.
Os autores do artigo Garry afirmaram que ainda há muito a ser pesquisado sobre o tema. Mas fica a aposta: “Se conseguirmos desvendar o poder da sugestão, poderemos melhorar a vida das pessoas”, afirma Garry.

Fonte: Super Interessante

A arte de não fazer nada. Entenda a importância do tempo “ocioso” para o seu cérebro.

Você, caro leitor, tem problemas para se concentrar e sente que é cada vez mais difícil dar conta de todas as tarefas do dia a dia? Experimente cultivar um novo hábito: o de deixar o smartphone de lado, desligar a TV e o computador e deixar seu cérebro descansar e ter devaneios (ou sonhar acordado) à vontade.
A pesquisadora e professora de educação, psicologia e neurociência na Universidade do Sul da Califórnia, Mary Helen Immordino-Yang, escreveu um artigo com outros colegas que trazia um levantamento da literatura científica existente da neurociência e da ciência psicológica explorando o que significa quando o nosso cérebro está ‘em repouso’.
O trabalho foi publicado na edição de julho do periódico “Perspectives on Psychological Science” e aponta que, quando estamos descansando e focados em nosso mundo interior, nosso cérebro entra no chamado “modo padrão” ou “default”. A atividade desse modo default está ligada aos componentes do nosso funcionamento socioemocional, como autoconhecimento, julgamentos morais, desenvolvimento do raciocínio e construção de sentido do mundo que nos rodeia. Falando nisso, outra pesquisa recente, feita na Universidade da Califórnia em Santa Barbara, concluiu que ter devaneios realmente melhora a produtividade e ajuda na resolução de problemas.
Immordino-Yang e seus colegas expressaram preocupação com o fato de que os ambientes urbanos e virtuais (redes sociais cabem muito bem aí) têm exigido demais de nossa atenção. Para eles, isso talvez esteja minando oportunidades de reflexão e pode ter efeitos negativos sobre o nosso desenvolvimento psicológico.
A importância do tempo “ocioso” para o aprendizado e memória
Para Immordino-Yang, a reflexão e o silêncio podem ser muito importantes também para o aprendizado e memória. “O foco para dentro afeta a maneira como construímos memórias e sentidos e o modo como transferimos o que aprendemos para novos contextos”, explica. Ela defende que as escolas incentivem o aluno a se voltar para si mesmo, o que pode ajudar na consolidação do aprendizado em longo prazo. “O equilíbrio é necessário entre a atenção exterior e interior, já que o tempo gasto com a mente vagando, refletindo e imaginando também pode melhorar a qualidade da atenção externa que as crianças podem sustentar”, completa.
Segundo os autores, talvez a conclusão mais importante a ser extraída de pesquisas sobre o cérebro em repouso é o fato de que isso não significa uma ociosidade negativa – pelo contrário, é fundamental para aprendermos com as experiências. Estudos já indicaram que, quando as crianças têm tempo e habilidades necessários para a reflexão, muitas vezes se tornam mais motivadas, menos ansiosas, têm melhor desempenho em testes e passam a planejar o futuro de forma mais eficaz.

Fonte: Super Interessante

terça-feira, 31 de julho de 2012

Como a expectativa pode influenciar o seu comportamento (para o bem e para o mal)

Está aí uma pesquisa que explica muita coisa. De amuletos que supostamente dão sorte até situações em que você diz “isso não vai terminar bem” e realmente acaba se envolvendo em problemas. Trata-se, meus caros, do poder da sugestão.
Em um artigo publicado na edição de junho do periódico Current Directions in Psychological Science, psicólogos das Universidades Victoria de Wellington, Harvard e Plymouth exploraram a relação entre cognição, comportamento e sugestão. Eles já estudavam essa relação há anos em suas carreiras de pesquisadores e chegaram à conclusão de que “os efeitos da sugestão são maiores e geralmente mais surpreendentes do que muitas pessoas podem imaginar”, como definiu Maryanne Garry, da Universidade de Wellington, Nova Zelândia, ao Medical Xpress.
Segundo eles, isso pode influenciar, por exemplo, o desempenho das pessoas em tarefas que envolvem aprendizado e memória, os produtos que preferem consumir e como responderão a medicamentos e tratamentos.
Mas o mais interessante é como esse efeito pode ser observado em nossa vida diária. Isso está no que eles chamam de “expectativa de resposta”, ou a maneira como antecipamos as nossas respostas em várias situações. Essas expectativas nos preparam – ou programam – para respostas automáticas que vão nos influenciar para conseguir o resultado que esperamos. Para entender melhor: uma vez que antecipamos um resultado específico, nossos pensamentos e ações vão nos ajudar a realizá-lo.
Em termos práticos: se uma pessoa tímida acredita que uma taça de vinho vai ajudá-la a ficar mais desinibida e conhecer mais pessoas em uma festa, isso provavelmente vai ajudá-la e ela vai se sentir livre para se envolver em mais conversas. Mesmo que dê o crédito para o álcool, porém, está claro para os pesquisadores que foram as suas expectativas de como o vinho a faria se sentir que fizeram o maior papel. Outro exemplo: um amigo diz, do nada, que você está meio esquisito e pergunta se há algum problema. De fato não havia nenhum, mas, depois dessa pergunta, você fica encanado e começa realmente a agir estranho, sem saber o porquê.
Sim, o poder da sugestão também pode tem seu lado ruim. E isso é especialmente grave na pesquisa científica. Para os autores, simplesmente observar uma pessoa em um experimento já tem efeito sobre ela e pode afetar os resultados – fazendo com que se dê o crédito para alguma droga ou tratamento que se está pesquisando e não para o efeito sugestivo da pesquisa em si, por exemplo. É por isso que pesquisadores precisam tomar o máximo cuidado ao comunicar suas intenções para os voluntários, já que a mera expectativa comunicada pode influenciar as respostas.
Os autores do artigo Garry afirmaram que ainda há muito a ser pesquisado sobre o tema. Mas fica a aposta: “Se conseguirmos desvendar o poder da sugestão, poderemos melhorar a vida das pessoas”, afirma Garry.

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domingo, 15 de julho de 2012

Pesquisa nos Estados Unidos divulga os 10 países mais promíscuos do mundo

Talvez surpreenda, mas o Brasil, país do carnaval, das praias e da mulher pelada, não está entre eles. A gente dá as caras no 18º lugar entre as nações cujos habitantes têm mais parceiros sexuais ao longo da vida, acima de países como Austrália (20º) e Estados Unidos (22º), mas numa posição mais contida do que as do pessoal da Alemanha (12º) e da Suíça (15º), por exemplo.
O ranking é da Universidade de Bradley, nos EUA, e levou em conta o comportamento de cerca de 15 mil pessoas de 48 países ao redor do globo. Durante a pesquisa, os especialistas confirmaram, ainda, crenças populares como a de que os homens são mais saidinhos do que as mulheres na hora de se relacionar com muita gente em pouco tempo. São mesmo.
Olha o top 10 aí. O estudo, na íntegra, você encontra aqui.
1. Finlândia
2.
Nova Zelândia
3.
Eslovênia
4.
Lituânia
5.
Áustria
6.
Letônia
7.
Croácia
8.
Israel
9.
Bolívia
10.
Argentina
E aí, já começou a planejar a viagem?

Fonte: Revista Super Interessante

Você sabia? Pensar em sexo deixa você mais inteligente

Já viu essa? A dica é do pessoal da Universidade de Amsterdã (Holanda).
Primeiro, eles fizeram parte dos voluntários, homens e mulheres, pensarem em sexo. Depois, colocaram todo mundo para resolver problemas de lógica e matemática. E, surpresa, o desempenho dos que estavam com ideias safadinhas na cabeça foi melhor.
É que, segundo os cientistas, quando pensamos em sexo, nosso cérebro ativa uma área “projetada” pela evolução para ajudar a gente a se reproduzir. Daí em diante, começamos a prestar mais atenção nas outras pessoas, a achá-las especialmente atraentes, a tentar identificar sinais de interesse sexual quando flertamos com alguém, e por aí vai.
Essas mudanças mentais, que acontecem naturalmente para favorecer a reprodução, intensificam a nossa atenção e o nosso foco nos detalhes, o que deixa a percepção mais afiada e acaba favorecendo também o raciocínio, explica o estudo. Olha que beleza.

Fonte: Revista Super Interessante

Dormir de conchinha diminui o estresse

Aproveitou a noite passada para dormir junto com alguém? E aí, acordou feliz? Se a ciência tivesse que fazer uma aposta, ela diria que hoje você está bem mais relaxado. Ainda nesse embalo de amor do Dia dos Namorados, o CIÊNCIA MALUCA traz uma notícia boa: dormir de conchinha alivia o estresse.
E a culpa disso é dos hormônios. Segundo pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, dormir ao lado do parceiro diminui o nível de cortisol no sangue – o hormônio do estresse.
Isso porque você se sente mais protegido e seguro quando dorme com alguém. Aí, o corpo, relaxado, não vê muito sentido em produzir tanto cortisol (hormônio liberado em situações de risco, quando o organismo fica em alerta, pronto para correr ou lutar contra o perigo).
Além de diminuir o estresse, dormir de conchinha também estimula a produção de ocitocina (liberado, principalmente, durante o sexo). A vantagem é que este hormônio combate inflamações e ajuda o sistema digestivo a funcionar melhor.
Tudo muito lindo, mas fica a pergunta: será que se sua companhia for do tipo que ronca muito, o resultado vai ser o mesmo?

Fonte: Super Interessante

Um em cada três solteiros trocaria sexo por comida

Dá para imaginar um ano inteiro sem sexo? E sem aquela torta de chocolate sensacional? Segundo o site Match.com, se fosse preciso escolher, um a cada três solteiros acharia melhor passar um ano sem sexo a dispensar o prato de comida preferido.
E as mulheres aparecem como as mais propensas a dar preferência à comida. Entre as entrevistadas, 39% dispensariam o sexo – entre os homens, apenas 16% tinham a mesma opinião.
Aí você pode pensar: tudo bem, os solteiros nunca sabem quando vão conseguir sexo, então melhor apostar na comida. Afinal, as duas coisas podem aumentar a produção de substâncias de bem-estar e prazer, como a serotonina. Mas e quanto aos casais? Entre os 3,5 mil participantes que diziam estar em um relacionamento sério, 28% sofreriam menos com a ausência de sexo do que se fossem obrigados a não comer o prato preferido, durante um ano. (Já pensou como anda a vida sexual desse pessoal?)
No topo da lista, o chocolate é a comida mais votada para substituir o sexo (26%). Em seguida, aparecem bifes, pizza, bolachas, sorvete – até as frutas e saladas (!) foram citadas.
Alguém concorda com essa minoria? O que você trocaria por sexo? Deixe seu comentário.

Fonte : Revista Super Interessante