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sábado, 22 de setembro de 2012

Cientistas descobrem padrão por trás da conexão entre os neurônios



O cérebro é formado por uma enorme rede de fios muito finos, entrelaçados como um espaguete, tecida por bilhões de células nervosas – os neurônios. A tarefa do neurônio é conduzir as mensagens dentro do cérebro e do sistema nervoso e, para isso, ele realiza ligações por meio de um tentáculo (chamado de axônio) com até 20 mil outros neurônios. Essas ligações são as sinapses.
Há tempos, a neurociência tenta fazer um mapa dessas sinapses para tentar entender melhor como a informação flui no cérebro. Mas, como você pode imaginar, não é tarefa fácil. Para conseguir isso, os cientistas precisavam primeiro descobrir se havia uma regra geral que fosse capaz de prever como os neurônios se conectam uns aos outros. Descobrindo essa regra, torna-se possível prever as ligações de praticamente todos os outros.
O Blue Brain Project (ou BBP), um projeto fundado em 2005 pelo Instituto Cérebro e Mente da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, fez progresso nesse sentido. Em um artigo publicado esta semana na PNAS, os cientistas do grupo explicam que conseguiram identificar princípios fundamentais para conseguir criar um mapa de conectividade das sinapses.
Para isso, eles reconstruíram virtualmente um microcircuito cortical e o compararam com o circuito cerebral real de mamíferos. Cada neurônio no circuito foi reconstruído em um modelo 3D em um supercomputador. Cerca de 10.000 neurônios virtuais foram acondicionados em posições aleatórias, respeitando a variedade de tipos encontrados no tecido vivo correspondente.
Henry Markram, diretor do BBP, explica tudo no vídeo abaixo (em inglês). Ali, ele conta que um dos grandes objetivos do grupo era descobrir se os neurônios cresciam de forma independente e se conectavam aos que estivessem no caminho, ou se cada um era especificamente orientado por sinais químicos para encontrar os seus pares certos.
A descoberta veio com o modelo virtual que eles criaram (e que tem uma precisão de 75 a 95% quando comparado com um cérebro real): “Basicamente, eles crescem fisicamente independentes e formam sinapses nos locais onde se aleatoriamente colidem uns com os outros”, explica. Ou seja, a realidade é mais simples do que eles imaginavam.
Mas o interessante é que eles descobriram também que eliminar ou mudar a posição de certos neurônios não altera a localização das sinapses. “Podemos variar densidade, posição, orientação dos neurônios e nada disso mudou a distribuição das posições das sinapses”, afirmou o neurocientista computacional e autor principal do estudo, Sean Hill. Isso explica por que o cérebro pode resistir a danos e indica que o mapa obtido é semelhante para todo mundo.
Assim, ao analisar os dados obtidos, a equipe da Blue Brain pode agora fazer uma previsão quase perfeita dos locais de todas as sinapses que se formam dentro do circuito cerebral, o que ajudará muito na construção de modelos detalhados do sistema nervoso no futuro.
Fonte: Super Interessante

Excluir ex do Facebook ajuda a superar o término


Quando o namoro acaba dá uma vontadezinha de deletar o ex da lista de amigos do Facebook. Mas aí parece tão infantil que a ideia fica de lado. É, pode até não ser a atitude mais madurado mundo, mas é um bom jeito de remendar seu coração partido.
É o que indica a pesquisa de Tara Marshall, psicóloga da Universidade de Brunel, na Inglaterra. Ela pediu a 464 voluntários (maioria feminina e universitária) para avaliar a relação entre o uso do Facebook e a recuperação pós-namoro. Além de responder perguntas como “com que frequência você olha a página do seu ex” e “com que frequência você confere a lista de amigos dele (a)?”, eles também classificaram os níveis de desejo sexual e sentimentos ruins, como raiva, decepção e ódio, pelo ex.
Como era de se esperar, os participantes que fuçavam muito na página do ex levavam mais tempo para curar a dor de amor. Mas quem o excluía logo de cara do Facebook relatava menos sentimentos ruins e menos desejo sexual. Ainda assim essas pessoas mostravam umcrescimento pessoal tão ruim quanto o dos stalkers. Afinal, o término traz tristezas de todo jeito, mesmo para quem supera rápido o fim.
Mas em alguns poucos casos manter a assinatura da atualização de status do ex fez bem. Ler as postagens dele(a) pode acabar de vez com aquele restinho de vontade de reatar o relacionamento. Mas, imagino eu, isso deve acontecer quando passa aquela cegueira da paixão, aí você pensa: “quanta bobeira, que babaca. Sério mesmo que eu gostava dele?”.
De qualquer forma, fica a lição: quem exclui o ex das redes sociais e corta o contato na vida offline e online supera mais rápido o fim do namoro. Pode deletar sem medo. (E nem precisava de uma pesquisa pra concluir isso, vai…)
Fonte: Super Interessante

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Documentário “Tropicália” debate e ilustra o movimento liderado por Gil e Caetano


O que foi a Tropicália?
A música de Caetano Veloso e Gilberto Gil? Gal como porta voz dos baianos? Um disco coletivo que convidou Tom Zé e Nara Leão? Mutantes e sua influência roqueira? O iê-iê-iê de Roberto Carlos e sua turma? Chacrinha e suas fantasias? Glauber Rocha e o Cinema Novo? As instalações de Helio Oiticica? O teatro de José Celso Martinez Corrêa?
Muitas perguntas. Todas respondidas pelo documentário Tropicália, que chega aos cinemas no próximo dia 14 de setembro. Com direção de Marcelo Machado, o filme relata, através de depoimentos (de arquivos ou atuais), as influências do movimento, seus desdobramentos e seu sufocamento. O foco, claro, está em Gil e Caetano, os dois artistas nos quais a Tropicália alcançou a sua consagração popular e, segundo depoimento do próprio Gil, transformou-se em “Tropicalismo”.
“Tropicália era uma ilha, uma utopia. Tropicalismo foi um grupo, um movimento”, diz Gil. A diferença fica mais clara ao longo das declarações de nomes como Tom Zé, Gal Costa, Rita Lee, Arnaldo e Sergio Baptista, Guilherme Araújo, Rogério Duprat, e principalmente de Helio Oiticica, Glauber Rocha e do artista gráfico Rogério Duarte. Este último com excelentes pontuações e uma lucidez capaz de fazer qualquer ‘ficha cair’.
Além da (deliciosa) discussão ‘cabeça’ do que era de fato a Tropicália, o documentário traz um farto material em fotos e imagens. Muitas delas inéditas ou desconhecidas do grande público, como uma apresentação de Gil e Caetano em uma TV portuguesa em 1970.
Outra imagem que deve chamar a atenção do público é a que mostra a participação de Gil e Caetano no festival da Ilha de Wight, na costa sul inglesa. O vídeo foi cedido pelo documentarista inglês Murray Lerner. Nem o próprio Caetano sabia da existência das imagens. Nelas, o baiano, em ‘puro êxtase’, estado parecido com o de Gil, canta “Shoot Me Dead”.E, nesse momento, dá vontade de abrir um buraco no chão do cinema. Não pela atuação dos músicos brasileiros, claro. Dá é vergonha de constatar algo: enquanto o governo (militar) brasileiro queria jogar Gil e Caetano para o esquecimento, o mundo estava a fim de ouvir o que os baianos tinham para dizer. Neste festival de Wight, um locutor declara: “Esse grupo do Brasil está aqui porque não pode fazer música em seu país. Mas aqui eles podem”.
Algo semelhante acontece em um programa na TV francesa no qual Caetano é convidado para se apresentar. Ela faz uma linda versão de “Asa Branca”, clássico do repertório de Luiz Gonzaga.
Mas, como bem diz Tom Zé no filme: “eles estavam presos, exilados, mas as canções deles estavam por aí”.
As canções deles estavam e estão por aí. E Tropicália relata um momento em que o caldeirão estava fervendo. Gil com a ideia de misturar rock e ritmos nordestinos, Caetano e sua poesia vibrante, a MPB de Elis e Edu Lobo protestando contra as guitarras elétricas, os festivais de música, a televisão dando espaço para o novo.
Vale pela história, pelos artistas, pela música, pelas imagens.  Como disse o próprio Caetano, em recente composição feita para Gal Costa: “Coisas sagradas permanecem /Nem o Demo as pode abalar”.
(Danilo Casaletti)
Fonte: Revista Época

CINEMA | Estreias de Filmes da Semana - 07 de setembro de 2012





Confira agora os filmes que chegam às telas em 7 de setembro e saiba onde eles estão sendo exibidos.

O Legado Bourne

Quarto capítulo da franquia Bourne, o filme empresta apenas o título da série criada por Robert Ludlum e estrelada inicialmente por Matt Damon. A trama original acompanha um novo agente, Aaron Cross (Jeremy Renner), recrutado pelo governo em um projeto secreto que parece ser a versão aprimorada do Programa Treadstone.
Ação - (The Bourne Legacy) EUA, 2012. Direção: Tony Gilroy. Elenco: Jeremy Renner, Rachel Weisz, Edward Norton, Stacy Keach, Oscar Isaac, Joan Allen, Albert Finney, David Strathairn, Scott Glenn. Duração: 135 min. Classificação: 14 anos.

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros

Adaptação ao cinema do livro de Seth Grahame-Smith (autor de Orgulho e Preconceito e Zumbis). O filme conta a história da luta do presidente Abraham Lincoln (Benjamin Walker) para livrar o mundo da praga dos vampiros, o verdadeiro motivo por trás da Guerra da Secessão.
Ação/Horror - (Abraham Lincoln: Vampire Hunter) EUA, 2012. Direção: Timur Bekmambetov. Elenco: Benjamin Walker, Dominic Cooper, Mary Elizabeth Winstead, Anthony Mackie, Rufus Sewell, Marton Csokas. Duração: 105 min. Classificação: 14 anos.

Cosmópolis

Adaptação ao cinema do romance homônimo de Don DeLillo. Robert Pattinson é Eric Packer, um bilionário de 28 anos que cruza a cidade em busca de um corte de cabelo e, no decorrer de um dia, perde sua fortuna depois de apostar na Bolsa contra o yen.
Drama - (Cosmopolis) França/Canadá/Portugal/Itália, 2012. Direção: David Cronenberg. Elenco: Robert Pattinson, Kevin Durand, Sarah Gadon, Juliette Binoche, Jay Baruchel, Samantha Morton, Mathieu Amalric, Paul Giamatti. Duração: 109 min. Classificação: 16 anos.

ParaNorman

O menino Norman tem a habilidade de falar com os mortos e precisa salvar sua cidade de uma invasão de zumbis, fantasmas, bruxas e adultos idiotas.
Animação - EUA, 2012. Direção: Chris Butler, Sam Fell. Elenco: Kodi Smit-McPhee, Tucker Albrizzi, Anna Kendrick, Casey Affleck, Christopher Mintz-Plasse, Leslie Mann, Jeff Garlin. Duração: 92 min. Classificação: livre.

Projeto Dinossauro

Pai e filho embarcam em uma expedição para o Congo como parte de um documentário para a TV. Depois que o grupo desaparece, as gravações recuperadas mostram incríveis imagens de dinossauros.
Aventura/Terror - (The Dinosaur Project) Reino Unido, 2012. Direção: Sid Bennett. Elenco: Natasha Loring, Matt Kane, Peter Brooke, Richard Dillane, Sephen Jennings. Duração: 83 min. Classificação: 12 anos.

Totalmente Inocentes

O jovem Da Fé e seus amigos embarcam na missão de tornarem-se os bandidos mais poderosos e temidos do morro onde moram para conquistar os corações das menininhas. Só que nenhum deles tem talento para isso.
Comédia - Brasil, 2012. Direção: Rodrigo Bittencourt. Elenco: Fábio Assunção, Mariana Rios, Álamo Faço, Fábio Porchat. Duração: 107 min. Classificação: 14 anos.

Cara ou Coroa

No inverno de 1971, um diretor de teatro, seu irmão e a namorada levam a vida entre problemas comuns, decisões corriqueiras e uma questão fundamental: engajar-se ou não na resistência política, atuando, ainda que modestamente, contra a ditadura militar.
Comédia/Drama - Brasil, 2012. Direção: Ugo Giorgetti. Elenco: Emilio de Mello, Julia Ianina, Geraldo Rodrigues, Otávio Augusto, Walmor Chagas, Thaia Perez, Eduardo Tornaghi, Gabriela Rabelo, Helio Cícero, Juliana Galdino, Julia Feldens, Andrea Tedesco, Danilo Grangheia, Francisco Carvalho. Duração: 110 min. Classificação: 12 anos.

Os Infiéis

A infidelidade masculina analisada a partir do ponto de vista de oito diretores. Cada um deles é responsável por uma esquete, que passa por uma conferência de hotel e por um grupo de apoio para viciados em sexo.
Comédia - (Les Infidèles) França, 2012. Direção: Emmanuelle Bercot, Fred Cavayé, Alexandre Courtès, Jean Dujardin, Michel Hazanavicius, Jan Kounen, Eric Lartigau, Gilles Lellouche. Elenco: Jean Dujardin, Gilles Lellouche, Guillaume Canet, Aina Clotet, Alexandra Lamy, Sandrine Kiberlain, Mathilda May. Duração: 109 min. Classificação: 16 anos.

O Monge

Abandonado à porta de um monastério, Ambrosio acaba sendo criado pelos frades Capucin. Após crescer, ele também se torna um frade e um excelente pregador, cujos sermões atraem multidões e o fazem ser admirado por todos. Vivendo sob extremo rigor e virtude absoluta, ele tem certeza de que sua vida está livre de qualquer pecado, até que o diabo decide tentá-lo.
Drama/Suspense - (Le Moine) Espanha/França, 2011. Direção: Dominik Moll. Elenco: Vincent Cassel, Geraldine Chaplin, Déborah François, Joséphine Japy, Sergi López, Catherine Mouchet, Jordi Dauder. Duração: 101 min. Classificação: 14 anos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

5 atitudes para aguentar a pressão no trabalho


 Encarar a pressão no trabalho, que fica ainda mais latente nos últimos meses do ano, não é fácil. Metas, prazos apertadíssimos e cobrança por resultados costumam a assombrar empresas e profissionais, principalmente nesta época.

 “No último quadrimestre, por conta das metas que precisam ser batidas e resultados entregues, o negócio começa a apertar”, diz Caio Infante, diretor de relacionamento e negócios da Felipelli. 

 Patrícia Zamberlan, sócia da Search, diz que, apesar de a pressão rolar durante todo o ano, há, realmente, uma pressa maior por parte das empresas em atingir os resultados agora. “Não é uma característica apenas deste período, mas do 2º semestre em diante a cobrança é maior”, diz.

 Mesmo sendo uma realidade, é fato que nem todo profissional consegue lidar bem com a pressão. Na opinião de Patrícia, pessoas menos experientes estão mais propensas a “entrarem em parafuso” quando o ambiente de cobrança começa a pesar.

 “Depende muito de cada profissional, mas pessoas mais experientes, que têm domínio da sua área de atuação, conseguem administrar melhor o tempo e se planejar melhor para suportar isso”, diz Patrícia.

 De acordo com os especialistas, quem está se sentindo no olho do furacão pode adotar algumas estratégias para tentar lidar de uma forma mais saudável com a pressão.

 Isso porque, sim, a cobrança continua, os prazos vão expirar e a tendência, infelizmente, é de mais pressão vindo por aí. Portanto, confira as dicas dos especialistas consultados por EXAME.com para se organizar e dar conta do recado :


1 Seja transparente

 Ficar em silêncio não vai ajudar. O ideal é chamar o gestor da área para uma reunião e expor os motivos que o estão levando a se sentir sobrecarregado. No entanto, certifique-se de que, de fato, o que está sendo pedido está além da sua capacidade.
“Nessa época é melhor ser transparente e buscar ajuda. É melhor dizer ‘não sei fazer’ do que continuar nessa situação de pressão”, diz Infante.

Ajustar a metas com o gestor é algo que deve ser feito durante todo o ano, na opinião dos especialistas. É o que eles chamam de alinhamento. Manter conversas frequentes com o chefe ou com a equipe pode evitar que você ganhe muitos fios de cabelo branco nesta época do ano. “Seria importante para não deixar chegar nesse ponto, ir ajustando as metas pouco a pouco”, diz Infante.
Do ponto de vista do gestor, a transparência também é essencial. “É importante compartilhar a realidade com a equipe porque a cobrança vai recair sobre ele e consequentemente vai afetar toda a área”, diz Infante.

2  Defina prioridades e negocie prazos

 Tudo é para ontem e tudo é prioridade. Só de pensar nisso o estômago embrulha. Afinal a pilha de papéis na mesa só aumenta e para dar conta de tudo seriam necessários super poderes.

 É hora de negociar prazos. Aproveite a reunião de alinhamento com o gestor para definir o que é prioritário e quais prazos podem ser estendidos.

 Patrícia lembra que esta é uma atitude bem rara, principalmente no que diz respeito aos profissionais mais jovens, menos experientes. “É comum as pessoas simplesmente irem aceitando todos os prazos impostos sem negociar e assim vão se sobrecarregando”, diz.

3 Faça um cronograma

 Com metas e prazos definidos, monte um cronograma. Para conseguir gerenciar uma avalanche de informações, cumprir prazos e bater metas, a regra de ouro é a organização. “Com planejamento a pessoa consegue se tornar mais produtiva e atingir as metas”, diz Patrícia.

4 Converse com os outros


Saber as estratégias de outras pessoas para lidar com a pressão pode ser útil, dizem os especialistas. “Buscar uma referência externa é importante. Tente perguntar como ela fazia quando se via em uma situação semelhante”, diz Infante.

 Patrícia concorda. “Conversar com pessoas mais experientes pode ajudar principalmente quem é mais jovem”, diz a sócia da Search.

5 Desligue-se quando puder

 Encaixe momentos prazerosos na sua rotina e não pense em trabalho enquanto isso. “Saber desligar, aproveitar o tempo em que está com a família e os amigos ajuda a manter o equilíbrio”, diz Infante.

 “Buscar atividades interessantes fora do trabalho ajuda a extravasar o estresse”, lembra Patrícia. Esporte, estudo, atividade artística: vale qualquer atividade, desde que você se divirta.

Fonte: EXAME


sábado, 1 de setembro de 2012

Albúm BAD de Michael Jackson completa 25 anos

Há 25 anos, Michael Jackson lançava o álbum Bad, um dos maiores sucessos da sua carreira, com cerca de 45 milhões de cópias vendidas mundialmente.
O disco deu origem à Bad World Tour, uma turnê que passou por 15 países e moldou grande parte dos shows que Jackson viria a fazer no restante de sua carreira. No player abaixo, confira a apresentação feita em 1987, em Yokohama, no Japão:

O álbum Bad ganhará uma edição especial, a ser lançada no dia 18 de setembro, com versões inéditas de algumas faixas, além do DVD de um show da turnê, realizado em Wembley, na Inglaterra.

Fonte: Omelete

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Após o crescimento do Facebook, o Orkut virou um Frankenstein

De uns tempos para cá, o Google Brasil começou a integrar o Orkut com o Google+, mudando a interface da sua antiga rede social. A questão é: por quê?
O processo começou com a fusão de perfis, no fim de maio. Isso permitiu que a foto e o nome de usuário exibidos nas duas redes fosse o mesmo, além de levar todos os posts públicos feitos no Google+ para o Orkut. A mudança prosseguiu com a exibição da foto de capa e com a publicação de álbuns de fotos públicos do Google+ no Orkut, no fim de julho. Depois, acrescentaram uma barra do Google+ dentro do Orkut. E, no início de agosto, o Orkut passou a exibir uma caixa indicando conteúdo interessante do Google+.
O motivo mais óbvio desse movimento é o declínio do Orkut, cada vez maior. Tudo isso ajuda os usuários a migrarem para o Google+. O Facebook conseguiu firmar-se como a principal rede social do país e a ideia é tentar frear o êxodo na sua direção (ou pelo menos garantir que as pessoas também entrem no novo serviço do Google se resolverem sair). Os novos recursos são, em parte, propagandas disfarçadas. Claro que facilitam a vida de quem quer usar as duas redes, mas quem, de fato, faz isso? Pouquíssimas pessoas.
Então por que o Google não fecha o Orkut de uma vez e migra todas as contas para o Google+? Porque isso seria péssimo financeiramente. A empresa ainda ganha dinheiro com espaços publicitários no Orkut e não pode simplesmente desistir deles. As quantias provavelmente têm diminuído, mas deve haver um limite mínimo que ainda não foi atingido. Quando o Orkut tornar-se um grande prejuízo, não vai adiantar chorar. Como muitos produtos, ele será encerrado. Por onde andará Danilo Miedi?

Fonte: EXAME

ESTREIAS DO CINEMA EM 2012 - 31 de agosto

O Gato do Rabino

Na Argélia dos anos 30, o gato de um rabino, que aprendeu a falar depois de comer um papagaio, decide se converter ao judaísmo para ficar ao lado da mulher amada.
Animação - (Le chat du rabbin) França, 2011. Direção: Joann Sfar. Elenco: François Morel, Maurice Bénichou.. Duração: 100 min. Classificação: 12 anos.

Um Homem Qualquer

Desempregado e vivendo no limite, Jonas, junto com seu amigo Tico, começa a considerar a possibilidade de participar de um sequestro.
Drama - Brasil, 2009. Direção: Caio Vecchio. Elenco: Eriberto Leão, Carlos Vereza, Nanda Costa, Pedro Neschiling. Duração: 90 min. Classificação: 16 anos

Intocáveis

Comédia dramática, baseada em uma história real, sobre um rico aristocrata que fica tetraplégico depois de um trágico acidente. Ele passa por diversos enfermeiros até que acaba criando uma ligação com jovem e problemático imigrante. Os dois acabam então aprendendo com suas diferenças.
Comédia dramática - (Intouchables) França, 2011. Direção: Olivier Nakache e Eric Toledano. Elenco: François Cluzet, Omar Sy.  Duração: 112 min. Classificação: a definir.

Os Mercenários 2

Continuação do filme escrito e dirigido por Sylvester Stallone em 2010, marcando um retorno ao cinema de ação dos anos 1980.
Ação - (The Expendables 2) EUA, 2012. Direção: Simon West. Elenco: Sylvester Stallone, Jean-Claude Van Damme, Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Chuck Norris, Yu Nan, Jason Statham, Liam Hemsworth, Jet Li, Dolph Lundgren, Terry Crews, Randy Couture, Scott Adkins. Duração: a definir. Classificação: a definir.

Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo

Na trama, um homem (Steve Carell) é deixado por sua mulher em meio ao pânico do fim do mundo, às vésperas da colisão de um asteroide com a Terra. Ele então vai atrás de sua queridinha do colegial, que também deseja  passar os últimos momentos da existência do planeta com ele. Keira Knightley faz a vizinha de Carell, que o acompanha na viagem em busca da moça.
Comédia - (Seeking a Friend for the End of the World) EUA, 2012. Direção: Lorene Scafaria. Elenco: Steve Carell, Keira Knightley, Adam Brody, Rob Corddry, William Peterson, Patton Oswalt, Derek Luke. Duração: a definir. Classificação: a definir.

A Rebelião

Em uma colônia francesa dissidentes atacam uma delegacia e fazem reféns.
Ação - (L’ordre et la morale) França, 2011. Direção: Mathieu Kassovitz. Elenco: Mathieu Kassovitz, Sylvie Testud, Jean-Philippe Puymartin.  Duração: 136 min. Classificação: a definir.

Fonte: Omelete

sábado, 25 de agosto de 2012

Como funciona o cérebro dos acumuladores

Há um reality show bastante comentado nos últimos meses que fala sobre acumuladores – ou pessoas que entopem sua casa com objetos de que não precisam, como jornais velhos e lixo, ou até animais. Muitos de nós somos meio bagunceiros (é só dar uma olhada na mesa de qualquer um aqui na redação da SUPER, por exemplo), mas o pessoal desse programa leva a coisa para outro patamar, comprometendo até a sua própria saúde e higiene, às vezes.
O pesquisador David Tolin, da Escola de Medicina da Universidade de Yale, quis descobrir o que acontece no cérebro desses acumuladores usando imagens obtidas com ressonância magnética funcional (fMRI, na sigla em inglês). Nesse trabalho, ele e sua equipe definiram o problema, chamado de acumulação compulsiva ou disposofobia, como “a aquisição excessiva e a incapacidade de descartar objetos, resultando em uma desordem debilitante”.
O método
O estudo, publicado este mês no Archives of General Psychiatry, analisou o cérebro de 43 adultos já diagnosticados com esse problema, outros 31 com transtorno obsessivo-compulsivo (o famoso TOC) e 33 saudáveis.
Cada um deles teve de levar uma pilha de papéis diversos de sua casa, como jornais e correspondências velhas. Os próprios pesquisadores também fizeram isso. Um grupo de 50 itens pertencentes a cada voluntário e outro de 50 levados pelos pesquisadores foram escaneados e projetados para os voluntários dentro da máquina de ressonância magnética.
Eles foram expostos a esses dois grupos e tiveram de decidir, pressionando um botão, se queriam guardar para si os tens exibidos ou se eles poderiam ser jogados fora. Depois (e em uma sessão mais curta de treinamento antes do experimento), os itens descartados foram rasgados na sua frente, para assegurar de que eles sabiam que suas decisões teriam uma consequência real e imediata.
Os resultados
As pessoas saudáveis escolheram descartar uma média de 40 dos 50 itens que haviam levado. As que tinham transtorno obsessivo-compulsivo jogaram fora cerca de 37 itens. Mas os acumuladores só descartaram cerca de 29 desses 50. Estes também levaram mais tempopara tomar a decisão (2,8 segundos contra 2,3 dos saudáveis) sobre o que fazer com suas coisas e  mostraram bem mais ansiedade, indecisão e tristeza do que os outros dois grupos ao fazer isso.
E tem mais: os exames de ressonância magnética mostraram que os acumuladores tinham diferenças importantes no cérebro, tanto no córtex cingulado anterior, associado com erros em certas condições, quanto na ínsula anterior, ligada à avaliação de riscos, importância de estímulos e decisões emocionais.
Embora os acumuladores mostrassem atividade mais baixa na atividade cerebral dessas regiões enquanto decidiam o que fazer com os itens de outras pessoas, a coisa se invertia quando se tratava de seus próprios pertences. Nesse caso, a atividade subia para níveis muito mais elevados em comparação com os outros grupos, o que, de acordo com os pesquisadores, “pode ​​dificultar o processo de tomada de decisões, levando a uma maior sensação de incerteza do resultado”.
Assim, a conclusão foi a que os acumuladores não necessariamente precisam manter o que têm porque amam aqueles objetos. Na verdade, eles apenas evitam decidir o que fazer por causa do medo extremo de tomar a decisão errada jogando essas coisas fora (por acharem que poderão precisar delas mais tarde, talvez).

Fonte: Revista Super Interessante 

Alanis Morissette - Havoc And The Bright Lights | Crítica



Após quatro anos sem lançar um disco inédito para se dedicar à família e a projetos paralelos, Alanis Morissette volta com Havoc and The Bright Lights. Durante esse período, a cantora se casou e teve o seu primeiro filho, fatos que influenciaram a composição deste novo álbum, 12 faixas produzidas por seu antigo parceiro de estúdio, Guy Sigsworth. Uma mistura de estilos e sons, Havoc segue a tendência do rock eletrônico do último trabalho de Alanis, Flavours of Entaglement, e mantém as tradicionais confissões da vida pessoal da cantora.
O primeiro single do disco, "Guardian", é o cartão de visita perfeito para um trabalho tomado pelo sentimento de maternidade. Inspirada pela chegada do primogênito, Ever, Alanis canta a honra de se tornar mãe e ser protetora, com um refrão pegajoso de pop-rock. Enquanto "Guardian" apresenta o tema, a segunda faixa ,"Woman Down", mostra a influência de Guy Sigsworth e seus sintetizadores no som da canadense. Conhecido por também ser parceiro de Björk e Seal, Sigsworth continua o trabalho feito com Alanis em Flavours of Entaglement, em 2008. Em "Woman Down", ele não economiza na batida eletrônica e nos samples, que terminam combinando com a letra da música.
Depois de um bom início, "'Til You" e "Celebrity" caem em clichês. Balada melosa e sem inspiração, "'Til You", a primeira faixa lenta do álbum, perde na comparação com outras baladas de Alanis, como "Into a King" - também feita em homenagem ao marido, MC Souleye - ou mesmo a clássica "That I Would Be Good", de Junkie. Com "Celebrity", a canadense reclama das consequências da fama sem trazer novidade à discussão. Emendando na quinta canção, "Spiral", um surto pop à la Katy Perry, esse trio de faixas é o trecho mais dispensável do álbum.
Após baladas mais dignas de seu talento, como "Lens" e "Empathy", Alanis leva os fãs à década de 90 com "Numb", e revisita o estilo consagrado em Jagged Little Pill e Junkie. Essa música combina idealmente o estilo de Sigsworth, de Alanis e de Joe Chiccarelli (que aparece como produtor colaborador), que já trabalhou com Jason Mraz e Counting Crows, e ficou responsável pelo toque mais pop das faixas de Havoc. Em "Receive", a receita se repete e mostra qual caminho Alanis deveria ter seguido.
Tão pessoal quanto Jagged Little Pill e experimental quanto Flavours of Entaglement, Havoc and The Bright Lights mistura o melhor e o pior de Alanis. Tem ótimos momentos em hits como "Numb" e "Guardian", mas se deixa levar por clichês e experimentações que não funcionam e fogem ao estilo da cantora canadense.

Fonte: Omelete