Após quatro anos sem lançar um disco inédito para se dedicar à família e a projetos paralelos, Alanis Morissette volta com Havoc and The Bright Lights.
Durante esse período, a cantora se casou e teve o seu primeiro
filho, fatos que influenciaram a composição deste novo álbum, 12
faixas produzidas por seu antigo parceiro de estúdio, Guy Sigsworth. Uma mistura de estilos e sons, Havoc segue a tendência do rock eletrônico do último trabalho de Alanis, Flavours of Entaglement, e mantém as tradicionais confissões da vida pessoal da cantora.
O primeiro single do disco, "Guardian",
é o cartão de visita perfeito para um trabalho tomado pelo
sentimento de maternidade. Inspirada pela chegada do primogênito,
Ever, Alanis canta a honra de se tornar mãe
e ser protetora, com um refrão pegajoso de pop-rock. Enquanto
"Guardian" apresenta o tema, a segunda faixa ,"Woman Down", mostra a
influência de Guy Sigsworth e seus sintetizadores no som da
canadense. Conhecido por também ser parceiro de Björk e Seal,
Sigsworth continua o trabalho feito com Alanis em Flavours of Entaglement,
em 2008. Em "Woman Down", ele não economiza na batida eletrônica e
nos samples, que terminam combinando com a letra da música.
Depois de um bom início, "'Til You" e "Celebrity" caem em clichês.
Balada melosa e sem inspiração, "'Til You", a primeira faixa
lenta do álbum, perde na comparação com outras baladas de Alanis, como
"Into a King" - também feita em homenagem ao marido, MC Souleye - ou mesmo a clássica "That I Would Be Good", de Junkie.
Com "Celebrity", a canadense reclama das consequências da fama sem
trazer novidade à discussão. Emendando na quinta canção, "Spiral", um
surto pop à la Katy Perry, esse trio de faixas é o trecho mais dispensável do álbum.
Após baladas mais dignas de seu talento, como "Lens" e "Empathy",
Alanis leva os fãs à década de 90 com "Numb", e revisita o estilo
consagrado em Jagged Little Pill e Junkie. Essa música combina idealmente o estilo de Sigsworth, de Alanis e de Joe Chiccarelli (que
aparece como produtor colaborador), que já trabalhou com Jason Mraz e
Counting Crows, e ficou responsável pelo toque mais pop das faixas
de Havoc. Em "Receive", a receita se repete e mostra qual caminho Alanis deveria ter seguido.
Tão pessoal quanto Jagged Little Pill e experimental quanto Flavours of Entaglement, Havoc and The Bright Lights mistura
o melhor e o pior de Alanis. Tem ótimos momentos em hits como "Numb"
e "Guardian", mas se deixa levar por clichês e experimentações
que não funcionam e fogem ao estilo da cantora canadense.
Fonte: Omelete

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