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sábado, 24 de março de 2012

Confirmado! Ivete Sangalo está no elenco de “Gabriela”

RIO DE JANEIRO - Depois de muitos boatos, finalmente, o nome de Ivete Sangalo foi confirmado no elenco da nova versão de “Gabriela”.
Quem deu a notícia foi o autor Walcyr Carrasco, que é responsável pelo texto do remake. Ele usou o Twitter para falar sobre a nova integrante da equipe.
“A grande novidade da noite: Ivete Sangalo realmente fará ‘Gabriela’! Ela será Maria Machadão! Estou felicíssimo. A @ivetesangalo vai arrasar como Maria Machadão!”, escreveu no microblog.
A musa do axé também usou o Twitter, mas foi para agradecer o papel que recebeu do autor. “Amado Walcir [sic], será uma grande hora ser a sua Maria Machadão. Que lindo presente!!! Beijos”, comemorou.
A participação da cantora baiana já estava em negociação, mas ela precisava conciliar as gravações com os outros compromissos profissionais. Em uma conversa com fãs, ela explicou: “Realmente recebi o convite, eu estou doida para fazer! Imagina eu fazendo uma obra de Jorge Amado, um baiano?”.
A personagem Maria Machadão é dona de um bordel e, foi interpretada por Eloísa Mafalda na primeira versão de “Gabriela”, em 1975.
Além de Ivete Sangalo, que estrelou o episódio “A Desastrada de Salvador”, da série “As Brasileiras”, estão no elenco Juliana Paes, Mateus Solano, Vanessa Giácomo, Humberto Martins e outros grandes nomes.
A trama de Walcyr Carrasco deve estrear no segundo semestre deste ano, no horário das 23h.

http://entretenimento.br.msn.com

NA MODA MASCULINA - Xadrez, para mim sempre uma boa opção

Diga gente, as dicas de moda continuam. Tem uma peça que acho que todos deveriam ter no guarda - roupa. A camisa xadrez sugere várias possibilidades de uso, dá um ar moderno ao estilo. Há quem não goste por lembrar muito das festas juninas, principalmente aqui no Nordeste. Mas, há um tempo essa peça deixou de ser um artigo utilizado apenas no São João. A camisa Xadrez nunca cai de moda. Só não exagere. Camisa Xadrez com calça e bermuda também Xadrez não dá certo. Ela combina com um estilo mais básico, calça ou bermuda básica e caso venha a utiliza-la aberta, não aconselho camisa estampada por baixo, fica muito poluído. 

jrbmartins.blogspot.com
Osvaldo Martins

Jornal: Lea T. faz operação de mudança de sexo na Tailândia

E finalmente a top top transexual Lea T. realizou sua tão sonhada cirurgia de mudança de sexo, que há tanto tempo vem planejando.
Depois de enfrentar dificuldades e de ser impedida de realiazar a mudança de sexo na Itália, levando seu drama pessoal ao famoso sofá da apresentadora americana Oprah Winfrey, Lea resolveu que iria ser operada na Tailândia, referência mundial quando o assunto é mudança de sexo.
Entre os exames de rotina, a modelo descobriu que estava com anemia, fator que a impedia de realizar a cirurgia.
Anemia curada, Lea foi operada com sucesso no fim de fevereiro, em um importante hospital do país, onde está sendo acompanhada por alguns familiares e se recuperando bem.

www.globo.com

quarta-feira, 14 de março de 2012

FEIRA DE SANTANA é a fábrica de sucessos da música brasileira

"Ai se eu te pego" e "Balada Boa" têm alguns pontos em comum além de serem dois dos maiores sucessos da música brasileira nos últimos tempos. Ambas são interpretadas por jovens cantores sertanejos, Michel Teló e Gusttavo Lima. As letras das duas falam do mesmo tema: balada. E ambas, antes de estourarem no Brasil inteiro, ficaram famosas no Nordeste em gravações da banda Garota Safada.
Mas as coincidências não param por aí. Tanto "Ai Se eu Te Pego" quanto "Balada Boa" possuem uma origem comum: Feira de Santana, cidade de quase 700 mil habitantes na Bahia, a 100 quilômetros de Salvador.
As duas foram compostas por músicos da cidade - "Ai Se Eu Te Pego", por Antonio Dyggs; "Balada Boa", por Cassio Sampaio. E, antes de estourarem no restante do país, ficaram conhecidas por lá.
Apesar de viverem na mesma cidade, os dois hitmakers só se conheceram depois que suas composições ficaram famosas. "Às vezes a gente se encontra para conversar e mostrar músicas um para o outro", conta Cassio. Até o momento, eles ainda não fizeram nenhuma canção juntos. "Mas quem sabe, no futuro, aparece alguma parceria nossa."
"Balada Boa" surgiu há pouco mais de um ano. Assim que terminou a música, Cassio Sampaio pensou em oferecê-la a uma banda de axé - sua primeira opção era o Jammil e uma Noites. Mas a canção terminou nas mãos de um grupo de forró, o Estakazero. Depois, ela foi gravada pelo Aviões do Forró e pelo Garota Safada. "Foi aí que estourou no Nordeste todo", conta o autor.
Cassio não sabe como a música chegou aos ouvidos de Gusttavo Lima. "Ouvi dizer até que ele não gosta de 'Balada', que só gravou porque foi obrigado", diz. Gostando ou não, Gusttavo mudou a vida de Cassio. Tanto que ele agora pensa em largar o emprego de bancário para viver de composições. "O telefone não para de tocar com gente pedindo música", revela.
A próxima aposta de Cassio é "O Pegador". "Na faculdade eu peguei mais de cem / No Facebook eu arrebento também / Agora é você na minha fita / Vem pro chenheheim", diz a letra. Segundo o autor, a canção já é sucesso no Kabanas. E também acaba de ser gravada pelo Garota Safada (ouça ao lado). "O Aviões do Forró também está interessado", garante.
Laboratório
Antonio Dyggs, além de compositor, é dono do Kabanas Music Bar, uma das principais casas noturnas de Feira de Santana. É também empresário da banda Meninos de Seu Zeh, grupo que começou a tocar "Ai Se Eu Te Pego" em 2008. "Eu costumo dizer que o Kabanas é o meu laboratório. Se o público de lá gosta de uma música, então o Brasil inteiro vai gostar", explica o autor.
Dyggs escreveu "Ai Se Eu Te Pego" após uma viagem a Porto Seguro, no litoral da Bahia, em 2007. Lá, ele ouviu o "Funk do Nossa", cantado por Sharon Acioly, animadora do Axé Moi (um palco montado na praia de Porto Seguro). Na época, a música se resumia ao refrão "Nossa, assim você me mata / Ai, ai se eu te pego". Dyggs então entrou em contato com Sharon e escreveu o restante da canção.
A letra original é diferente da versão de Teló. "Ao invés de 'sábado na balada', nós cantávamos 'sábado no Kabanas'", explica Dyggs, referindo-se a sua casa noturna.
O ritmo também era diferente: em vez de sertanejo universitário, forró. "Com os Meninos de Seu Zeh, a música ficou conhecida em Feira de Santana. Com o Michel Teló, é famosa no mundo inteiro", diz.
Dyggs não revela quanto já ganhou com "Ai Se Eu Te Pego" ("As pessoas acham que eu fiquei rico, mas estou bem longe disso", afirma), mas reconhece que também passou a ser mais procurado por artistas atrás de sucessos em potencial. Sua mais recente composição é "Adoro", gravada no final de 2011 pelo grupo Colher de Pau.

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/feira-de-santana-e-a-fabrica-de-sucessos-da-musica-brasileira/n1597607876838.html



terça-feira, 13 de março de 2012

Na Moda Masculina. Dica nº 3: Dockside e Mocassim vale a pena arriscar.

Dockside

Mesmo tendo uma grande amiga que diz que Dockside é a cara de Beto Barbosa na década de 1990, confesso que gosto desse tipo de sapato. É moderno, confortável e leve, cai muito bem com bermuda e calça jeans. Os preços variam entre R$ 90,00 e R$ 200,00 e são fáceis de encontrar em qualquer sapataria. Esse tipo de calçado está deixando de ficar escondido nas prateleiras das lojas e estão ganhando as vitrines. Gosto muito também do estilo Mocassim, fácil de calçar, é hoje um facilitador na vida corrida. Assim como o Dockside cai bem com bermudas e calça jeans, principalmente de cores mais claras.

 Mocassim

Para quem prefere uma leitura mais moderna do Dockside, a marca All Star lançou um modelo mais moderno, aproveitando elementos do clásico Dockside, é mais difícil de encontrar nas lojas, comprei um de cor azul, dizem que eu fico com pé de palhaço, mas eu curto muito...kkkk
Dockside All Star.

Modelos que o dockside pode ficar bem.


É isso aí galera, vai a dica de um velho, novo estilo de calçado. Se você gosta de mudar um pouco de visual pode arriscar.

jrbmartins.blogspot.com
Osvaldo Martins

segunda-feira, 12 de março de 2012

Na Moda Masculina. Dica nº 2: aproveite as liquidações, com cautela.

Liquidações é sempre um bom momento de comprar roupas com uma maior qualidade por um preço mais ascessível. Por exemplo, ontem estava caminhando pelo shopping e vi uma calça da M.Officer por R$ 79,00 e camisetas de R$ 49,00 às vezes na loja de departamento o custo é maior. Só tenha cuidado para não se empolgar com os preços e comprar tudo que vê.  Nesse instante é bom pensar um pouco. O ideal em um momento de preços mais baixos é comprar roupas mais básicas, com cores que sempre caem bem, não caia na armadilha de comprar a tendencia da última estação, pois você terá uma chance de se arrepender depois. Sabe aquelas roupas que ficam no guarda - roupa e nunca usamos? Normalmente são compradas em momentos de insanidade..kkkk

jrbmartins.blogspot.com
Osvaldo Martins

domingo, 11 de março de 2012

Na Moda Masculina - Dica nº 01: não ao exagero por jrbmartins.blogspot.com

Quero deixar bem claro na primeira postagem do blog que não sou nenhum especialista em moda, vou fazer muito mais uma analise a partir daquilo do que vejo, tento usar ou que de repente o que pode ficar muito bom ou muito ruim. Até porque, acredito que andar na moda tem muito a ver com a personalidade de cada um e não aquilo que é ditado pela industria televisa ou editoriais de moda. Vamos  começar. 
Não exagere, por favor...kkkk. Quando vou a festas sempre vejo pessoas querendo ser sempre cada vez mais estilosas, exageradamente estilosas. Abusam dos acessórios, abusam dos cortes diferentes nas roupas. Se a calça tem um corte diferente, é estilosa, procura usar uma camisa mais tranquila, lisa que não chame muita atenção principalmente no corte e nas cores, se não fica um visual poluido e você não valoriza de repente uma das peças. O contrário também cai bem, se a camisa é mais estilosa e estampada a calça ou bermuda pode ser mais básica. 
Veja um exemplo de algo que não dá certo. Um ressalva: já vi coisas bem piores...kkkk

Osvaldo Martins

domingo, 4 de março de 2012

Vale a pena ler. A vida da gente por Roney Torres

Recompondo-me do choro, termino de assistir à reapresentação do último capítulo da novela A vida da Gente. O “Gente”, grafado com letra maiúscula, é proposital. Não me recordo, por mais que me esforce, de nenhuma novela anterior ou qualquer outro programa da TV brasileira que tenha retratado o ser humano de uma maneira tão “Gente”. Sim, Gente com G maiúsculo, carregado de simbologia, de significados e de grandeza. Gente que acerta e que erra. Gente que vibra, que mente, que sonha, que se desespera, que ama, que odeia e que sofre. Gente que chora.

Minhas lágrimas não foram gratuitas. Nunca são. Se tem uma coisa que eu costumo economizar na vida, são as lágrimas. Não choro, em hipótese alguma, por pouca coisa. Não sou desses que curtem fossa. Sou dos que se recusam a sofrer por antecedência e que não fingem sentir o que não sentem, mas quando é para chorar, eu choro mesmo. Choro com dor no corpo. Choro com cada célula do meu efêmero organismo e confesso que poucas coisas me fazem tão feliz e me trazem tanto orgulho como conjugar em minha própria carne o verbo chorar. Ao chorar, eu me reconheço e me faço humano. Ao chorar eu abaixo a guarda e pratico o ato de me despir das armaduras que a vida me impõe. Além da dor, só a arte é capaz de me fazer chorar. E eu chorei com a A vida da Gente porque ela também é a minha vida.

A novela citada se mostrou como um diferencial desde o seu início. Recordo-me de quando vi a sua primeira propaganda. Sem nem saber direito do que trataria a trama, falei para o amigo que estava ao meu lado: “Essa novela vai ser excelente, ou, pelo menos, vai ser muito diferente”. Não me enganei em nenhum dos dois aspectos. A vida da Gente foi bem diferente, e, também por isso, foi excelente.

O que fez dela uma novela tão diferente? Tudo! Uma fotografia belíssima, diálogos profundos, um texto primoroso, uma trilha sonora criteriosa, dores levadas ao extremo, ausência de estereótipos e clichês, etc. A novela fugiu completamente do já tão batido script das outras produções globais: a guerra de mocinhos contra vilões, gente brigando pela presidência de uma empresa, os sotaques estranhos, homossexuais cômicos e caricatos e jargões do tipo “né brinquedo não” e “Tô rosa chiclete”. O último capítulo não teve o “Quem matou fulano”, nenhuma reviravolta imprevista e nem os vilões se dando mal no final, quase sempre morrendo ou enlouquecendo. Convenhamos, A vida da Gente nem parece ter sido produzida e veiculada pela Rede Globo de Televisão.

E a trilha sonora? A abertura trouxe, através da bela voz de Maria Gadú, a Oração ao tempo de Caetano Veloso. Sem dúvida, uma das melhores letras no nosso baiano. Além dela, tivemos Milton Nascimento, Zizi Possi, Rita Lee, Legião Urbana, Chico Buarque, Elba Ramalho e Cássia Eller. É uma seleção de artistas que dispensa comentários. Além deles, eu ainda destaco “Recomeçar”, interpretada por Tânia Mara (a melhor música da trilha) e Atrás da Porta, famosa pela interpretação de Elis Regina, magistralmente cantada agora por Marina Elali, que, em minha opinião, tem a voz bem melhor que a de Elis.
A ausência de um único personagem protagonizando a trama foi, certamente, o maior de todos os seus méritos. Como afirmou o diretor Jayme Monjardim (e eu concordo em gênero, número e grau), o protagonista de A vida da Gente foi o texto. Uma novela que em uma única cena cita Heráclito de Éfeso e João Guimarães Rosa e com eles constrói uma discussão sobre a fluidez da vida, não é uma produção qualquer. Os diálogos, colocados na boca de excelentes atores, ganharam vida e discutiram temas de importância máxima na vida humana, como as relações familiares. Texto extenso. Doloroso. Duro. O texto da novela, sempre carregado de sabedoria, me deixou ao final de cada capítulo com a sensação de ter tomado um soco no estômago.


Ao citar A vida da Gente como a minha vida, vejo-me correndo desesperadamente atrás do tempo perdido e tentando devorar a vida como Ana Fonseca, me vejo na imaturidade de Nanda, na orfandade de Tiago e de Francisco, na busca por uma maturidade e uma inteligência emocional como a de Manuela, na dureza de Eva, na frieza de Vitória, na vontade de vencer e provar que pode ir além de Sofia, no mundo onírico de Marcos, nas dúvidas de Rodrigo, na insegurança do Sr. Wilson, no trocar de pernas de Laudelino...

Eu também tenho a minha novela. Eu também sou um ator. A vida da Gente, também é a minha vida. Neste set de filmagens chamado Vida eu represento a minha história num palco chamado Tempo. Danço de acordo com os seus ritmos, espero de acordo com os seus caprichos, vejo o seu esculpir na minha carne as suas marcas. Sofro, dou gargalhadas, brigo, luto... tudo no mesmo palco.

Sobre a insistente alegação de alguns de que a novela não tenha sido tão boa porque não alcançou as mesmas pontuações no IBOPE que as suas antecessoras, acho descabido. Querer que A vida da Gente agrade ao grande público tanto quanto Araguaia ou Cordel Encantado é a mesma coisa que querer que Khaled Housseini agrade tanto quanto Paulo Coelho.  Khaled explora e expõe a dor mais aguda. Seus livros são densos, quase sufocantes. Quem leu O caçador de pipas sabe bem do que estou falando. Só apela para a questão de Ibope quem vê A vida da Gente apenas como entretenimento, coisa que a novela nunca se propôs a ser. Quem reclama da falta de humor, que vá ver a Mãe Iara (Aquele beijo), o Crô (Fina Estampa), o Tonho da Lua (Mulheres de areia) nos outros horários. Eu prefiro pensar que A vida da Gente seja como a obra de Clarice Lispector: Ou toca, ou não toca. Requer sensibilidade e maturidade. O horário foi um problema: o horário das seis, hora em que adultos estão no trabalho ou saindo dele, não é indicado para uma novela tão densa. Adolescentes não assistiriam esse tipo de trama. O que eles gostam é de pataquadas, coisas que não se encontra no folhetim em questão. Esperar que este público imaturo conseguisse enxergar toda a sua beleza e a sua profundidade, é, pelo menos, tolo.
Dizer que aprendi seria um exagero. Muitas coisas eu já sabia, portanto, eu relembrei lições preciosas. Ao final de cada capítulo, ao final de cada uma das catarses às quais eu me submetia, me relembrava de que ninguém está 100% certo enquanto o outro está 100% errado. Ninguém é doce o tempo todo. Nem todos são capazes de mudanças radicais, nem todos são capazes de atos humanos, nem todos sabem o valor do amor, da família e do perdão.

O tempo recebeu da novela uma homenagem justíssima. A ele todos nós nos curvamos, por bem ou por mal. Enquanto ele faz o que sabe fazer de melhor – passar – a vida da gente continua. Os amores mudam, as prioridades mudam, prioridades se invertem, pessoas se afastam, pessoas se aproximam, sonhos são perseguidos, outros tantos abandonados, e a gente vive. Vive esperando. Vive buscando. Vive correndo atrás. A vida da Gente é um devir. Um eterno vir a ser...
 

Crítica de Mariana Zylberkan sobre a novela "A vida da gente". Filosofia e reflexão marcam o fim de 'A Vida da Gente'

Lícia Manzo inova ao mesclar dramas com diálogos e monólogos apoiados em análise psicológicas dos personagens, e estreia com o pé direito como dramaturga, substituindo com elogios o sucesso ‘Cordel Encantado’

 

Muito mais do que o desfecho para o complicado triângulo amoroso entre os personagens Rodrigo (Rafael Cardoso), Manu (Marjorie Estiano) e Ana (Fernanda Vasconcellos), o último capítulo de A Vida da Gente foi uma reflexão filosófica e até psicanalítica sobre a passagem do tempo, que conduz a vida a desfechos imprevisíveis. Com um quê de Manoel Carlos, Licia Manzo fechou sua estreia como autora na Globo com uma novela realista, inteligente e delicada, além de capaz de manter relativamente aquecido o horário, que vinha em alta com o sucesso de Cordel Encantado -- se não no Ibope, onde não brilhou, nas discussões que movimentou fora das telas, onde angariou elogios.

Licia optou por unir Manu e Rodrigo em vez de colocá-lo ao lado de Ana, seu primeiro amor, para fazer o público refletir sobre a impermanência da vida. A menção à filosofia ficou a cargo do professor Lourenço (Leonardo Medeiros), que citou o filósofo Heráclito e o escritor Guimarães Rosa numa aula sobre o fluxo eterno das coisas.

Assim como ao longo de toda a novela, bons diálogos e monólogos foram os recursos usados para abrilhantar momentos decisivos da trama. O esperado desfecho do triângulo amoroso foi contado ao público sem o uso de uma cena batida e piegas de abraços, beijos e lágrimas. Rodrigo e Ana evidenciaram o fim do romance em cenas separadas, em que cada um escreve um e-mail ao outro. No texto, os dois refletem sobre a passagem do tempo e sobre como o amor juvenil do passado perdeu espaço para a nova postura diante da vida adulta. “Quando esperava o fim da operação de Julia (Jesuela Moro), pensei que, se acontecesse alguma coisa com ela ou com a Manu (que doou parte do fígado para salvar a sobrinha), eu morreria”, disse Rodrigo numa sutil sugestão de que preferiu ficar com a irmã de Ana.

A cena final juntou Julia, Ana, Lúcio, Rodrigo e Manu num passeio bucólico. A autora mostrou sem medo na TV as diversas configurações possíveis das famílias modernas, em que uma criança pode chamar duas mulheres de mãe e também dois homens de pais.

Lícia acertou em se propor a inovar a velha técnica dramatúrgica do triângulo amoroso. Além disso, relações familiares difíceis e conturbadas, principalmente entre pais e filhos, foram exploradas ao longo de toda a novela, o que ajudou a moldar essa proposta reflexiva da trama.

Outros desfechos – As infernais Eva (Ana Beatriz Nogueira) e Vitória (Gisele Fróes) foram desprezadas até pela autora no último capítulo. Eva protagonizou mais uma cena de bullying contra Manu, em que foi sumariamente ignorada pela a própria mãe, Iná (Nicette Bruno) e pela filha preferida, Ana (Fernanda Vasconcellos).

Vitória teve que engolir em seco o sucesso da ex-aprendiz Cecília (Polliana Aleixo), estampado nos outdoors da cidade. Ela se recusou a treinar a tenista depois de descobrir os trambiques do pai da menina (Francisco Cuoco).

As solteiras Nanda (Maria Eduarda) e Dora (Malu Galli) se saíram bem após encontrar pares às escuras. Nanda foi “vítima” da armação de Francisco (Victor Navega Motta) e jantou com um vizinho galanteador. Celina (Leona Cavalli) armou um encontro entre um primo e Dora (Malu Galli) em um bar. 

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Comentário do filme: Amor e outros desastres

Fui apresentado a este filme durante as férias. O filme é ótimo e traz grandes reflexões sobre o amor, ou a simplicidade que pode ser encarada as relações sentimentais. Por conhecidência mudei de canal agora e ele estava passando na tv por assinatura. A personagem principal é Jacks uma produtora da revista Vogue de Londres que tem uma relação de sexo sem compromisso com um ex namorado. Seu amigo, com quem mora, Peter é um objeto frequente de suas repetitivas tentativas de ajudar a encontrar o amor verdadeiro. Mas Jacks deve perceber que precisa focar em sua vida amorosa nada saudável e Peter tem que evitar que seu ideal de amor atrapalhe a oportunidade de ser feliz na vida real. Uma comédia romântica, leve, gostosa e que vale muito a pena.