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sábado, 17 de dezembro de 2011

Solidão ou solitude?

Estar desacompanhado pode ser o céu ou o inferno: depende da disposição para se encontrar consigo mesmo.

 “Uma viagem solitária faz você ficar mais próximo de si mesmo. E ainda que você esteja num local deserto, o sentimento de solidão fica longe”, diz o ex-advogado Arthur Simões, 29 anos. Ele sabe do que está falando: por 3 anos e dois meses, pedalou pelo mundo. Foram 35 mil quilômetros percorridos e uma boa parte do tempo, Arthur esteve sozinho. “Atravessei regiões desérticas ou mesmo países em que não cruzava com pessoas que falassem qualquer um dos idiomas que eu conheço. No Atacama, passei dias e dias sem ver ninguém”, conta.

Arthur Simões em Bolívia, no Salar de Uyuni. Nos três anos da viagem, ele passou longos períodos sem companhia
Acostumado a praticar ioga e meditação, ele garante que foi tranqüilo. “Uma viagem solitária inevitavelmente leva você para um mergulho interior. E as pessoas nem sempre estão interessadas nesse tipo de questionamento. O mundo vira um espelho onde você vê o seu reflexo”, afirma.
Esse sentimento experimentado por Arthur dificilmente se assemelha com nossa visão de senso comum de solidão, mas se aproxima da definição que o Dicionário Houaiss dá de “solitude”, uma variante da palavra ‘solidão’, com foco nos seguintes aspectos: retiro, isolamento, privacidade, reclusão, mas sem sofrimento ou angústia.
Na volta da viagem, em 2009, Arthur levou cerca de um ano para se readaptar à rotina, restabelecer amizades, contatos, rotinas. “Talvez minha viagem tenha sido solitária para eu descobrir que o bem mais precioso são meus amigos.” É como se os períodos de solidão ajudassem a viver melhor na companhia dos outros.

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Para Hélio Deliberador, professor do Departamento de Psicologia Social da Pontifícia Universidade de São Paulo, é necessário e saudável estar só. “É uma condição humana essencial. São momentos em que você é retirado da situação peculiar dos homens que é de ser com os outros”, diz. “A gente nasce ligado ao outro, somos gestados dentro de alguém, ligados pelo cordão umbilical. Mas no momento final da vida a gente faz o caminho contrário, em direção à morte, que é solitário”, diz. Esse tipo de solidão, contudo, é diferente, do estado de isolamento ou de alheamento, por retraimento ou inibição, que gera sofrimento.
Mesmo em tempos de redes sociais com centenas de amigos e excesso de estímulos e informação, o sentimento de solidão bate forte nessa época do ano.

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“Isso acontece porque vínculo significa qualidade, não quantidade”, afirma Deliberador. “Na internet, por exemplo, posso ter uma rede de amigos extensa, mas não significa que eu tenha um contato qualitativamente saudável com o outro.” Ou seja, não é o número de pessoas ao redor que define se alguém é ou não solitário, mas a sua capacidade de criar vínculos.
Estar sozinha foi uma experiência tão boa para a doutoranda em lingüística Maíra Avelar, 27 anos, que ela vive agora o dilema contrário: como lidar com a divisão de espaço.
Depois de morar sozinha por 4 anos, casou-se e está aprendendo a se adaptar ao outro. “Eu preciso muito da minha privacidade, adorava morar só”, conta. “Para quem nunca teve o sonho de se casar e nunca viu casamento como realização, é difícil abrir mão de ser sozinha”, afirma. “Eu sou bem sociável, tenho muitos amigos e não fico isolada, mas preciso muito do meu tempo e de espaço para estar comigo”, diz.
Casada há 3 meses, Maíra está se adaptando à convivência intensa, já que, além de viverem juntos, ela e o marido trabalham em casa, num home office.
Embora curta estar só, ela reconhece que não é para qualquer um. “Sozinho, você tem que se confrontar consigo mesmo. Pensar sobre sua vida fica inadiável e não tem em quem descontar frustrações”, afirma.
“É um tipo de solidão muito positiva, que leva você a se reconstruir e a enxergar o seu papel nas relações em que vive. A gente não é nem um pouco estimulado a isso. No geral, as pessoas têm tanto medo de ficar sozinhas que nem experimentam.”
A psicanalista Diana Corso lembra que a solidão é uma experiência recente na história da humanidade. “Se sentir sozinho depende de se sentir isolado do contexto. No mundo pré-individualismo, não existia isso. Você estava o tempo todo com Deus, com a família”, afirma.
Ela define a solidão como essa sensação de não ter importância, de não ter um lugar no mundo ou no coração dos outros – até a crença em um anjo da guarda, por exemplo, cria uma sensação de amparo. “A ideia de transcendência faz você se sentir menos só.”
A experiência de estar sozinho se torna incômoda justamente por nos colocar em contato com o que temos de repertório interior. Num mundo acelerado e repleto de estímulos de consumo é fácil sentir que temos pouco. “A sensação que se tem é de constante insuficiência. Como se o que temos por dentro não fosse validado pelo mundo, como se fosse muito pouco”, lembra Diana.
Não à toa, muitas pessoas não conseguem se desligar das redes sociais, do celular, da presença constante de amigos e da família nem mesmo para atividades prosaicas, como ir ao cinema ou fazer uma refeição. Assim como a psicoterapia, a solidão é um exercício de aprender a valorizar o que se tem. Melhor ainda se ela for uma pausa para o retorno ao estado de estar junto, como acredita Deliberador.
“Pela nossa natureza, temos sempre outros no cenário, é da nossa natureza construir relações de amor e amizade. Não tem sentido uma festa que a pessoa faz para ela mesma.” Mas a festa é melhor quando a casa está arrumada.

http://delas.ig.com.br/comportamento/solidao-ou-solitude/n1597413235714.html

Melhores de 2011: veja os vencedores

Leitores do portal IG elegeram os principais nomes do ano no entretenimento. Saiba quem foram os mais votados nas categorias

A corrida foi tensa entre os fãs dos maiores nomes do show biz em 2011. Adele, Paula Fernandes, Rebeldes e Neymar, entre outros, duelaram durante dez dias na votação dos Melhores de 2011 aqui do iG Jovem. Depois de mais de 300 mil votos, os leitores finalmente poderão saber quem foram os ganhadores nas quinze categorias da premiação.
Harry Potter ou Crepúsculo? Giovanna Lancellotti ou Sophia Abrahão? “Glee” ou “The Walking Dead”? Foi tão difícil pra gente quanto para vocês (acredite!), mas agora o resultado está aí. Conheça os vencedores:


 www.ig.com.br

 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2 | Veja a primeira foto da recém-criada vampira...

Na terça-feira, foi publicado nos EUA o livro oficial ilustrado de A Saga Crepúsculo: Amanhecer. Nele, os fãs da saga encontraram uma imagem que estará bastante presente no último filme da saga, e que a essa altura não deve ser surpresa pra ninguém: Bella com seus novos olhos vermelhos...
Veja na galeria, ao lado, as imagens escaneadas do livro, via Twilight Vef France.
Novamente dirigido por Bill Condon, que assinou a Parte 1, A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2 chega em 16 de novembro de 2012.


Homens dispostos a levar 'foras' das mulheres têm vantagem evolutiva, diz pesquisa

Durante a paquera, o homem julga mal a intenção das mulheres na maioria das vezes. Representantes de ambos os sexos que disputam esse jogo bem peculiar, o ritual de acasalamento dos seres humanos, não precisam ver o resultado de pesquisas científicas para saber disso. Mesmo assim, estudo realizado pela Universidade do Texas, publicado no periódico Psychological Science, revela um mecanismo envolvido nesse jogo: levar alguns foras pode não ser algo ruim, evolutivamente falando. Isso porque homens que são mais incisivos na busca de parceiras, mesmo correndo o perigo da rejeição e do embaraço, aumentam as chances de espalharem seus genes.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores organizaram encontros-relâmpago com 96 estudantes americanos do sexo masculino e 103 do feminino. A experiência consiste em conversas de três minutos com potenciais parceiros. Antes do encontro, os participantes classificaram o quão atraentes se sentiam. E depois do encontro-relâmpago, classificaram os parceiros em vários aspectos, como beleza e nível de interesse sexual.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original:
The Misperception of Sexual Interest

Onde foi divulgada:
revista Psychological Science

Quem fez:
Carin Perilloux, Judith A. Easton e David M. Buss

Instituição:
Universidade do Texas em Austin e Williams College

Dados de amostragem:
  199 estudantes americanos. 103 mulheres e 96 homens

Resultado:
Homens mais confiantes e que buscam sexo costumam superestimar o interesse das mulheres. Já as mulheres subestimam o interesse masculino.

Resultado: homens que buscam sexo casual são mais propensos a superestimar o desejo das mulheres por eles. Quanto mais as mulheres os atraíam, maior era a chance de um julgamento errado. Já as mulheres tendem a subestimar o interesse dos homens. E os candidatos mais interessantes, na visão delas, cometem bem menos o erro de enxergar desejo quando ele não existe. "Há toneladas de estudos mostrando que os homens pensam que as mulheres estão interessadas quando elas não estão", afirma a psicóloga Carin Perilloux, do Williams College, também no Texas. "O nosso estudo é o primeiro a analisar sistematicamente as diferenças individuais", completa ela.

Para os pesquisadores, ao longo dos últimos milênios, essas características podem ter ajudado os homens mais corajosos a se reproduzir mais. "Há duas maneiras que você pode cometer um erro como um homem. Ou você pensa, 'Essa mulher está realmente interessados ​​em mim' e verifica-se que ela não está", explica Perilloux, afirmando que esse erro tem custos sociais. "Ou ela está mesmo interessada e ele perde uma oportunidade de sexo. Isso sim, tem um custo enorme em termos de sucesso reprodutivo", avalia a psicóloga.


A teoria dos cientistas é de que os homens que correm o risco da rejeição acabam acasalando com mais parceiras e aumentam a chance de deixar herdeiros de seus genes.


A pesquisa ainda dá dicas para interessados dos dois sexos. As mulheres, segundo Perilloux, devem "ser o mais claras possível" sobre suas intenções. Já os homens precisam saber que, quanto mais se acham atraentes para o sexo oposto, mais chances têm de estarem errados. O que, afinal, pode não ser tão ruim.
 

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/homens-dispostos-a-levar-foras-das-mulheres-tem-vantagem-evolutiva-diz-pesquisa

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Estou de volta

Depois de uma semana de muito trabalho, estou de volta, já estava com saudade do BLOG, espero que vocês não tenham me esquecido. 
A partir de hoje o blog será atualizado com grandes notícias.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Em crise, gravadoras tradicionais buscam mercado religioso

A indústria fonográfica não tem do que reclamar. Vender 50 mil cópias de um disco, hoje, é mamão com açúcar. Consumidores se interessam mais em abrir a carteira do que links para download pirata.
O negócio de livros também vai bem, obrigado. O de DVDs, então, nem se fala.
O cenário descrito acima pode soar como milagre para o mercado de entretenimento, que apanha ano após ano com o tombo nas vendas.
Já o setor gospel, bastião de bonança no meio da crise, pode soltar "aleluias" por aí.
Veja o caso da cantora Aline Barros, 35. Já ouviu falar dela? Talvez não, se você for um "secular" (como evangélicos se referem a quem não compartilha da mesma fé).
Mas tudo o que Aline toca vira ouro --até disco de diamante, conquistado pelas mais de 360 mil cópias vendidas, em menos de dez meses, do álbum "Extraordinário Amor de Deus" (2011).
O extraordinário poder das vendas, com certeza, a atingiu. Casada com pastor, frequentadora todos os domingos de uma igreja na zona sul do Rio, ela é uma espécie de Ivete Sangalo do gospel. Na carreira, já vendeu 7 milhões de discos. 
Assim ela avalia o sucesso, inclusive no tal "mundo secular": "As pessoas estão buscando algo maior, cansadas de falar só sobre problemas, problemas, problemas".
Lucros, lucros e lucros são o que grandes gravadoras viram no potencial de Aline --premiada quatro vezes no Grammy Latino, que em 2004 criou categoria especial para álbum gospel em português.
Disputada, a cantora acabou renovando contrato com a MK Music, maior gravadora gospel do país. Presidente da MK, Yvelise de Oliveira, 60, desdenha do "súbito interesse" das gigantes do ramo.
Para ela, as "majors" desprezaram a força do público antes. Como "quando vieram os sertanejos, e diziam 'absurdo, que bregalhada'", compara Yvelise.
NOVO NICHO
Diretor-geral da Som Livre, Marcelo Soares considera que "o público não religioso pouco gasta em suas crenças pessoais". Já o cristão, "além desses gastos", tende a gastar mais com cultura.
O selo representa nomes como Ana Paula Valadão, 35 (7 milhões de CDs e DVDs vendidos). Diz a pastora: "Rádios seculares estão começando a tocar nossas canções. Os apresentadores sempre dizem que antes tinham preconceito".
A Sony Music inaugurou, em 2010, um departamento especializado em gospel. Seu diretor, Maurício Soares, levanta o perfil desse consumidor. "O evangélico lê mais, cerca de sete livros por ano. E as rádios do segmento, na maioria, são líderes do tempo médio de audiência."
Na Central Gospel, império tocado pelo pastor Silas Malafaia, DVDs vendem cerca de 1 milhão de cópias por ano. Diretora-executiva, Elba Alencar destaca: "Como a própria Bíblia diz, 'a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus'". 

sábado, 19 de novembro de 2011

George Clooney e Noah Wyle disputam papel de Jobs no cinema

Wyle já interpretou o criador da Apple no filme ‘Piratas do Vale do Silício’

Os atores George Clooney e Noah Wyle, que já contracenaram juntos no seriado Plantão Médico, estão na disputa pelo papel de Steve Jobs no cinema. A informação é da revista de celebridades britânica Now Magazine.

Desde que Jobs faleceu, no dia 5 de outubro, há rumores de que um filme baseado em sua vida deva ser produzido em breve. A Sony planeja adaptar a biografia de Walter Isaacson para o cinema, segundo o jornal The Los Angeles Times, e Aaron Sorkin, roteirista de A Rede Social, filme que conta a história do Facebook, deve ser recrutado para o projeto.   
Wyle já viveu na pele de Jobs no passado. Ele interpretou o ex-CEO da Apple no longa Piratas do Vale do Silício, de 1999, que conta como Steve Jobs e Bill Gates fundaram a Apple e a Microsoft, respectivamente.
O ator também fez uma aparição memorável na Macworld 99. Na ocasião, ele surgiu no palco do evento imitando os trejeitos de Jobs. 

Fonte: http://veja.abril.com.br

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Salvador está na lista: Los Hermanos voltam a tocar juntos em 2012

A banda Los Hermanos, que enfrentava um recesso desde 2007, anunciou retorno aos palcos no ano que vem. Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba voltam a se reunir em turnê que passará por oito cidades do país em 2012, quando a banda comemora 15 anos de formação.
O anúncio foi feito pelo tecladista Bruno Medina em seu blog, nesta terça-feira. Segundo ele, a turnê de 15 anos do grupo passará por Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro, cidade natal da banda. Os shows devem ocorrer entre abril e maio.
"Reconheço que, faz uns bons dias, venho pensando sobre a melhor maneira de começar a redigir este post que vocês agora leem; e não era para menos, afinal a mim foi delegada a delicada missão de tornar pública uma notícia que com certeza deixará muitos queixos caídos por aí, a começar pelo meu próprio", inicia Medina o texto em que anuncia o retorno do grupo. "É com enorme satisfação, um certo frio na barriga e a expectativa de despertar alguns sorrisos Brasil afora que anuncio: 2012 será ano de turnê do Los Hermanos!"
De acordo com Medina, informações sobre datas e locais das apresentações serão postadas em breve no perfil dos Los Hermanos no Facebook.

http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/los-hermanos-voltam-a-tocar-juntos-em-2012

sábado, 12 de novembro de 2011

Tropa de Elite 2 faz campanha pelo Oscar nos EUA

Depois de ser o longa brasileiro pré-indicado ao Oscar, chegou a vez de "Tropa de Elite 2" lutar para alcançar a menção oficial na disputa pela estatueta de melhor filme estrangeiro. A obra de José Padilha estreou na sexta-feira (11) nos Estados Unidos.
O produtor Marcos Prado revelou que o lançamento será modesto, em apenas três salas e que ele contratou uma empresa local para montar a campanha publicitária.
"Resolvemos jogar na mão de quem sabe fazer", explicou.
A estratégia é fazer exibições especiais para levar o máximo possível de pessoas que fazem parte dos 6 mil integrantes da Academia para ver o filme.

http://entretenimento.br.msn.com/famosos/tropa-de-elite-2-faz-campanha-pelo-oscar-nos-eua

Coisas da terra. Maryzélia e os coisinhos


Assisto aos shows da Maryzélia desde quando a mesma os fazia num bairro de Feira de Santana chamado Kalilândia. Naquele momento a cantora já prometia muito. Dona de uma grande presença de palco a mesma desfilava em belas canções de samba. A artista vem crescendo cada vez mais e se profissionalizando. Espero que gostem do seu novo clip.